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Rádio Caxias chega aos 80 anos como patrimônio da comunicação e da memória de Caxias do Sul e Região

Gerais

Publicado em 27/04/2026

Curadoria feita pelo documentarista Juliano Flores resgata acervo histórico da emissora - Foto: Júlio Soares/Objetiva
Curadoria feita pelo documentarista Juliano Flores resgata acervo histórico da emissora - Foto: Júlio Soares/Objetiva

A celebração dos 80 anos da Rádio Caxias marcou a RA (reunião-almoço) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) nesta segunda-feira (27), mesma data do aniversário da emissora, com um resgate histórico conduzido pelo documentarista e pesquisador Juliano Flores, responsável pela curadoria das comemorações. A apresentação destacou a longevidade da emissora, considerada rara no Brasil, e sua relevância como patrimônio cultural, esportivo e jornalístico da comunidade por meio de fotografias e áudios originais.

Flores classificou a Rádio Caxias como “um verdadeiro patrimônio da comunicação”, ressaltando sua capacidade de atravessar gerações mantendo identidade e conexão com a comunidade. “Hoje no Brasil é muito difícil uma emissora chegar a essa idade de 80 anos, principalmente mantendo a sua própria origem, a sua relevância na sua comunidade”, afirmou.

O trabalho de curadoria reuniu um acervo histórico que remonta à década de 1940, incluindo registros raros que evidenciam o pioneirismo da emissora. Entre os materiais, estão narrações da Copa do Mundo de 1950, com cobertura realizada em Porto Alegre, gravações de artistas como Elis Regina e entrevistas de personalidades como Hebe Camargo e o ex-presidente Itamar Franco. “Deparei-me com um acervo fantástico dos principais momentos da Rádio Caxias”, disse Flores.

Segundo o pesquisador, o conjunto de registros demonstra não apenas a evolução da emissora, mas também o desenvolvimento de Caxias do Sul ao longo das décadas. Ele destacou ainda o cuidado histórico com a preservação do material, mantido por sucessivas gestões. “Se hoje a gente tem acesso a esses arquivos, é porque vários gestores tiveram essa consciência de preservar”, observou.

A trajetória da Rádio Caxias também foi associada ao pioneirismo técnico e à busca por qualificação desde sua origem. Flores relembrou que, já nos anos iniciais, profissionais da emissora eram enviados para capacitação em centros como a Rádio Nacional, no Rio de Janeiro, referência à época na produção radiofônica.

O evento reuniu representantes da emissora, entre eles o presidente do Conselho Administrativo, Paulo Triches, o diretor-Geral, Guilherme Triches, comunicadores, jornalistas e profissionais que integram a equipe da rádio, além de lideranças do setor, como o presidente da Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão (Agert), Alessandro Heck.

Ao final do evento, o presidente da CIC Caxias, Ubiratã Rezler, cumprimentou a trajetória da emissora e seus profissionais. De acordo com Rezler, ao completar oito décadas, a Rádio Caxias reforça sua posição como uma das principais emissoras do Rio Grande do Sul, mantendo presença em diferentes plataformas e acompanhando as transformações tecnológicas do setor sem romper com sua vocação original, que é informar com consistência e proximidade à comunidade. “Que a Rádio Caxias siga cumprindo seu papel com a mesma firmeza que a trouxe até aqui. E, principalmente, agradecemos por ajudar a contar, com precisão, a história que todos nós estamos construindo”, afirmou o presidente da CIC Caxias. Ele entregou a Guilherme Triches uma placa em homenagem aos 80 anos da emissora.

Rezler também registrou em sua fala na RA a mobilização da entidade, realizada na última quinta-feira (23), em torno do debate sobre a jornada de trabalho e o fim da escala 6x1. Segundo ele, o painel promovido pela CIC Caxias reuniu lideranças empresariais e sindicatos patronais para discutir os impactos econômicos e operacionais da proposta de redução da jornada e do fim da escala 6x1, com encaminhamento de continuidade do diálogo junto aos parlamentares que irão analisar e votar a matéria. “Não há antagonismo entre quem empreende e quem trabalha. Há interdependência. Empresas existem para gerar valor, mas também para gerar oportunidades, e empregos sustentam famílias, movimentam a economia e dão estabilidade social”, ratificou o presidente ao destacar a preocupação das entidades empresariais com a proposta. 

Fonte: Assessoria de Imprensa CIC Caxias, jornalista Marta Guerra Sfreddo (MTb6267)

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