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Caiado defende combate ao crime organizado e promete rever medidas que afetam a competitividade do setor produtivo

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Publicado em 29/05/2026

Pré-candidato à Presidência pelo PSD participou da RA CIC Caxias nesta sexta-feira (29) - Foto: Julio Soares/Objetiva
Pré-candidato à Presidência pelo PSD participou da RA CIC Caxias nesta sexta-feira (29) - Foto: Julio Soares/Objetiva

O combate ao crime organizado, a defesa de uma gestão pública mais eficiente e a revisão de medidas que impactam a competitividade das empresas brasileiras estiveram entre os principais temas abordados pelo ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, durante reunião-almoço promovida pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias), nesta sexta-feira (29).

Ao falar sobre o tema “Segurança: devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, Caiado afirmou que o avanço das facções criminosas representa uma das maiores ameaças ao País. Segundo ele, o problema ultrapassou a esfera da segurança pública e passou a atingir a economia formal e as instituições.

“O Brasil não produz cocaína e nós somos os maiores exportadores de cocaína para o mundo”, declarou. Na avaliação do pré-candidato, as organizações criminosas ampliaram sua influência em diferentes setores da sociedade. “Nós temos mais de 50 milhões de brasileiros que vivem sob o comando das facções criminosas no País. E o que é mais grave? Elas estão invadindo a economia formal”, afirmou.

Para Caiado, o enfrentamento ao crime organizado exige ação coordenada do governo federal, integração com países vizinhos e uso intensivo de tecnologia e inteligência. “O candidato à Presidência da República tem que ter autoridade moral para poder enfrentar todos esses desafios que precisam ser enfrentados, seja na área da corrupção, seja na área da criminalidade”, disse.

Ao apresentar resultados de sua gestão em Goiás, o ex-governador destacou indicadores de segurança, educação e inovação. “Goiás é o primeiro lugar na educação. Goiás é o primeiro lugar na alfabetização na idade certa, no Ensino Fundamental. Goiás é o estado mais seguro do Brasil”, afirmou.

Durante a palestra, Caiado também criticou programas assistenciais que, segundo ele, não promovem a emancipação social. “Não são para estimular a pessoa a estudar, nem a se desenvolver, mas para se acomodar numa situação em que o governo vai mantê-lo. Essa é a realidade. Já são três gerações criadas neste modelo. Isto é, sem dúvida nenhuma, roubar o futuro do Brasil”, declarou.

Ao comentar temas econômicos, o pré-candidato manifestou disposição de revisar aspectos da reforma tributária e de medidas recentes que geram preocupação ao setor produtivo. “A reforma tributária é um setor que eu vou rever. Chegando à Presidência, eu vou rever isso”, afirmou.

Sobre a proposta que reduz a jornada semanal de trabalho e extingue a escala 6x1, aprovada pela Câmara dos Deputados e atualmente em tramitação no Senado, Caiado afirmou que o resultado da votação já era previsível e defendeu um debate mais aprofundado sobre o tema. “Nós sabemos muito bem que o resultado seria esse da votação”, disse.

Antes da palestra, a CIC Caxias entregou ao pré-candidato a “Carta de Princípios e Demandas do Setor Produtivo da Serra Gaúcha”, documento elaborado a partir de consultas a lideranças empresariais e sindicatos patronais da Região. A carta reúne propostas voltadas à competitividade, infraestrutura, reforma tributária, qualificação profissional, segurança jurídica, equilíbrio fiscal e ambiente de investimentos. Entre as prioridades apresentadas estão a conclusão do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, o avanço do Porto Meridional, melhorias na BR-116 e a defesa da negociação coletiva nas relações de trabalho.

Na abertura do encontro, o presidente da CIC Caxias, Ubiratã Rezler, ressaltou que a entidade está aberta ao diálogo com os candidatos que desejam apresentar suas propostas ao setor produtivo. “Esta entidade seguirá aberta à apresentação de ideias, propostas e programas de governo de candidatos que desejem dialogar com o setor produtivo e com a sociedade”, afirmou.

Rezler também destacou a importância da responsabilidade fiscal em todas as esferas de governo. “O País não conseguirá retomar um ciclo consistente de crescimento sem um Estado mais ágil, mais eficiente, com maior qualidade do gasto público e capaz de direcionar recursos para aquilo que efetivamente melhora a vida das pessoas”, disse.

Ao se dirigir ao pré-candidato, o presidente da CIC lembrou que a Serra Gaúcha ainda enfrenta gargalos históricos de infraestrutura que comprometem sua competitividade. “O senhor está em uma cidade que possui o segundo maior PIB do Rio Grande do Sul, é referência nacional nos setores metalmecânico, industrial e de serviços, mas que ainda convive com gargalos logísticos importantes”, afirmou.

Na próxima segunda-feira não haverá reunião-almoço na CIC Caxias. O evento retorno no dia 8 de junho, com a presença do vice-governador do Rio Grande do Sul e pré-candidato ao governo do estado pelo MDB, Gabriel Souza. 

Fonte: Assessoria de Imprensa CIC Caxias, jornalista Marta Guerra Sfreddo (MTb6267)

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