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CIC Caxias debate a redução da jornada de trabalho e fim da escala 6x1

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Publicado em 23/04/2026

Lideranças empresariais e representantes de entidades estaduais participaram do encontro - Fotos: Kléber Maurício
Lideranças empresariais e representantes de entidades estaduais participaram do encontro - Fotos: Kléber Maurício

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) realizou nessa quinta-feira (23), no auditório da entidade, painel que debateu os impactos econômicos e operacionais da proposta de redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1.

O debate reuniu lideranças empresariais e representantes de entidades estaduais que discutiram os efeitos da medida sobre custos, produtividade, emprego e competitividade das empresas.

O vice-presidente de Serviços da CIC Caxias, André Renato Zuco, abriu o painel questionando o momento dessa importante pauta para o país. “Ninguém aqui é contra o a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, só não somos a favor de discutir esse tema que é tão sério para o Brasil em um ano de eleições, como uma pauta eleitoreira, sem as articulações necessárias”, disse Zuco.

Após a abertura do painel, o presidente da Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande Do Sul - Federasul, Rodrigo Costa colocou aos presentes os possíveis cenários que o país terá se o projeto for aprovado. “ Com a redução da jornada o trabalhador não vai ter renda e nem qualidade de vida. O governo precisa reavaliar a pauta e retirar encargos trabalhistas para aí sim iniciarmos a discussão”, disse o presidente da Federasul.

O presidente da Federação Varejista do Rio Grande do Sul, Ivonei Pioner, ressaltou que não se tem dados comprobatórios a favor da redução da jornada e que o endividamento das famílias pode crescer com a redução da jornada de trabalho. “A inflação vai acontecer e não vai ter como não repassar os custos para a população”, comentou Pioner.

Na mesma linha de pensamento, o vice-presidente de Indústria da CIC Caxias, Oliver Viezzer, trouxe dados de países que implementaram redução da jornada de trabalho. “ A baixa produtividade com a flexibilização de horários já fechou mais de 2 milhões de empregos nos países em que foi implementada a redução e não queremos que isso aconteça no Brasil. Nosso encargo trabalhista é muito alto e os países que estão implementando ou discutindo jornadas possuem encargos muito menores”, enfatizou Viezzer.

Após as explanações, empresários e representantes de entidades e sindicatos presentes no painel, expuseram suas visões e considerações sobre o tema. Nos próximos dias a CIC fará encontros com seus pares para futuros movimentos a serem feitos com os deputados federais antes da votação do projeto.

Fonte: Assessoria de Imprensa CIC Caxias, Jornalista Rogério Pizzolatto (MTb15806)

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