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CIC Caxias encaminha ao ministro da Fazenda documento com demandas da Serra Gaúcha
Publicado em 07/08/2026
Mesmo após o cancelamento da RA (reunião-almoço) que seria realizada nesta quinta-feira (6), com a presença do ministro da Fazenda, a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) encaminhou a Dario Durigan o documento elaborado especialmente para o encontro. A correspondência reúne as principais demandas da indústria da Serra Gaúcha voltadas ao fortalecimento da competitividade regional e nacional.
O vice-presidente de Indústria da CIC Caxias, Oliver Viezzer, que conduziria a reunião em substituição ao presidente Ubiratã Rezler, em viagem à China, explicou que a entidade optou por manter o envio do material por considerar importante aproveitar a oportunidade de diálogo aberta com o Ministério da Fazenda.
“Lamentamos o cancelamento da agenda, mas entendemos que o documento não perdeu sua importância. Ele foi preparado porque o ministro viria à CIC Caxias para ouvir o setor produtivo. Mesmo sem o encontro presencial, faz todo sentido que essas reivindicações cheguem ao seu conhecimento. São temas construídos a partir da realidade das empresas da nossa Região e que impactam diretamente a competitividade da indústria brasileira", afirma Viezzer.
Entre os principais pleitos apresentados estão a preservação dos investimentos federais em infraestrutura, especialmente na BR-116 e BR-470, a continuidade das obras de resiliência sem contingenciamento de recursos nessas rodovias e a garantia de verbas para a implantação do Lado Terra do Aeroporto Regional da Serra Gaúcha, em Vila Oliva. A entidade também defende que investimentos em logística sejam tratados como política econômica, por seu impacto direto na produtividade, na geração de empregos e na competitividade das empresas.
O documento também manifesta preocupação com os efeitos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e solicita prioridade às negociações diplomáticas, além da adoção de medidas transitórias de apoio às empresas exportadoras, como crédito, garantias, seguro à exportação e devolução mais ágil de créditos tributários.
Outro ponto abordado é a regulamentação da Reforma Tributária. A CIC Caxias pede atenção aos impactos sobre as cadeias industriais exportadoras, especialmente as metalmecânicas, para evitar prejuízos ao capital de giro, ao investimento e à competitividade durante o período de transição. O documento também manifesta preocupação com propostas que reduzam a jornada de trabalho sem medidas compensatórias de produtividade.
A agenda inclui ainda sugestões para o aperfeiçoamento da regulação das apostas eletrônicas, com reforço da fiscalização sobre publicidade feita por influenciadores, ampliação das ações de prevenção e tratamento da ludopatia e criação de indicadores oficiais sobre os impactos das apostas no endividamento e na renda das famílias.
Por fim, a entidade chama atenção para os possíveis impactos do acordo Mercosul-União Europeia sobre a vitivinicultura brasileira e propõe a criação de uma mesa permanente de acompanhamento com o setor, além de medidas voltadas à competitividade, à transição tributária, à promoção do vinho nacional e à ampliação das exportações.
Na conclusão do documento, a CIC Caxias reforça que as demandas representam reivindicações históricas do setor produtivo e solicita apoio do Ministério da Fazenda para que essa agenda seja incorporada às prioridades do governo federal, especialmente no que diz respeito à continuidade das obras estruturantes e à articulação necessária para ampliar a competitividade da indústria brasileira.
Fonte: Assessoria de Imprensa CIC Caxias, jornalista Marta Guerra Sfreddo (MTb6267)