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Mercado de trabalho mais feminino no futuro
Publicado em 28/04/2011
Se em 1999 as mulheres eram 39% da força produtiva, em 2009 elas passaram a ser 41%. Antes da próxima década, a presença feminina vai superar a masculina dentro das organizações públicas, privadas e governamentais. O dado revelado pelo coordenador do Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul, Moisés Waismann, durante o evento Café com Informação - do Conselho da Mulher Empresária/Executiva da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) - nesta quinta-feira (28), foi apenas um dos detalhamentos do Boletim Anual Mulheres e Mercado de Trabalho, que acompanha a evolução das mulheres no mercado formal. Apesar do avanço, o salário é um entrave a superar, pois 60% das mulheres no mercado de trabalho formal de Caxias do Sul recebem até R$1.090 (dois salários mínimos).
O estudo aponta também que as mudanças no mercado de trabalho podem estar relacionadas às novas configurações familiares, ao aumento progressivo da escolarização feminina, às reduções das taxas de fecundidade e ao desejo feminino pela independência financeira e melhora nas condições materiais. O aumento da participação feminina nos postos de trabalho fica evidente com o crescimento nas jornadas de mais de 30 horas, em substituição às de até 20 horas que eram a realidade na década de 90.
Nas ocupações que exigem ensino superior destaca-se a presença feminina na área da saúde, no direito e com relação a profissionais do ensino superior. Porém, no setor da indústria, a participação feminina em cargos de gerência e direção é inferior à participação geral. O professor alega que isso se deve ao fato de que a mulher entrou recentemente no ramo pela necessidade urgente de mão de obra. Pela mesma razão é possível perceber que as mulheres caxienses que trabalham na indústria recebem 55% a menos do que os homens. O tempo de serviço, desconsiderado no estudo, faz com que os homens com anos de empresa tenham mais vantagens sobre as mulheres recém-contratadas.
O coordenador do Observatório do Trabalho acredita que a participação da mulher em todos os segmentos vai aumentar consideravelmente com passar do tempo. A vice-presidente de Serviços da CIC, Fúlvia Stedile Angeli Gazola, fez a mediação do debate. Para ela, "é importante que a mulher aproveite as brechas e oportunidades que estão surgindo com mais freqüência no mercado de trabalho para que este futuro chegue mais rápido".
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC