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Governador promete anunciar local do novo aeroporto da Serra em 60 dias
Publicado em 21/03/2011
O governador do Estado do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, anunciou que no prazo de 60 dias vai entregar diagnóstico, com avaliação técnica e financeira, definindo a localização do novo aeroporto da Serra Gaúcha. A declaração foi feita para cerca de 400 pessoas que participaram da reunião-almoço, nesta segunda-feira (21), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). "É preciso confirmar dados técnicos, apresentar cronograma e viabilizar o investimento. Não tenho dúvida de que a região precisa, sim, de um aeroporto de cargas. Porém, é necessário ter uma visão mais completa da demanda real. Tudo indica que Vila Oliva é o melhor local", definiu Genro.
O prefeito de Gramado, Nestor Tissot, fez uma manifestação pública de apoio à Vila Oliva e entregou ao governador, em conjunto com o presidente da Agência de Desenvolvimento da Região das Hortências, Clarindo Tisott, documento assinado em defesa da localidade que pertence a Caxias do Sul. O presidente da CIC, Milton Corlatti, em sua manifestação, disse que Caxias do Sul não quer o aeroporto em seu quintal. Segundo ele, a intenção da classe empresarial caxiense é que o Estado escolha a melhor localidade, aquela que viabilize um aeroporto de cargas para atender às necessidades de logística da Serra.
Corlatti finalizou seu discurso demonstrando preocupação com relação ao tempo de discussão em torno do local, o que poderá representar a perda de aporte financeiro do governo federal, inviabilizando o investimento no Estado, como um todo. O presidente da CIC também entregou um documento contendo reivindicações elaboradas pela entidade em conjunto com os Sindicatos Patronais de Caxias do Sul.
Antes de abordar o tema aeroporto, tão aguardado pelos empresários e lideranças da região, o governador apresentou as estratégias de governo para alavancar o crescimento do Estado. Genro frisou diversas vezes que é preciso coesão política no Estado. Segundo ele, para fazer uma agenda comum de trabalho em benefício do Rio Grande do Sul é preciso um arranjo político, que o governador classificou mais tarde como uma coalizão de partidos para garantir maioria na Assembleia.
Além disso, Genro destacou que o ponto de partida de seu governo é a base produtiva instalada em cada região. "Faremos planos que articulem a base produtiva, que deem entrada e saída dos produtos no Estado. Estamos trabalhando em parceria com as indústrias, por meio de incentivos fiscais, para que elas ampliem suas plantas, dobrem a produção e gerem mais empregos e renda. Ao mesmo tempo, o Estado vive um clima de estabilidade política, o que tem atraído novas empresas que negociam sua instalação conosco", relatou.
Quanto às relações com o governo federal, o governador gaúcho sinalizou que há uma simpatia da presidente do País para com ele, seja por amizade ou por influência partidária, o que não garante conquistas, mas facilita as negociações. Neste ponto, ele salientou novamente que a união de esforços políticos em torno de projetos estratégicos demonstra força à Nação e auxilia nos pleitos gaúchos. "Precisamos preservar e consolidar o pacto político de conservação do Estado", salientou.
"Temos que jogar em conjunto", resumiu ele ainda sobre o mesmo tema. Para Tarso Genro, é o momento de selecionar veias estratégicas de desenvolvimento do Rio Grande do Sul que leve junto as camadas sociais mais baixas, a fim de que as diferenças sociais não continuem gerando dificuldades.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC