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Maior obstáculo para os transplantes é a falta de doadores, afirma médica
Publicado em 14/03/2011
Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8, a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) abriu calendário de reuniões-almoço de 2011, nesta segunda-feira (14), com a médica Themis Reverbel da Silveira, pesquisadora do Núcleo de Pesquisa em Vacinas e do Laboratório de Hepatologia e Gastroenterologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. O convite para falar sobre empreendedorismo feminino partiu do Conselho da Mulher Empresária/Executiva da CIC.
Themis, vencedora do Prêmio Cláudia Mulher 2010 na categoria Ciências, criou o primeiro Programa de Transplante Hepático Infantil do sul do País. O tema mais abordado por ela no evento foi transplante de órgãos.
A pesquisadora comentou que o Sistema Único de Saúde (SUS) está entre os melhores do mundo na área. No entanto, muitos avanços precisam ocorrer para atender, na totalidade, às demandas por órgãos. "O maior obstáculo é a falta de doadores e a decisão cabe exclusivamente à família. Diferente do que a maioria pensa, o transplante não se inicia e nem termina no ato operatório", salientou a palestrante.
Themis revelou que um único doador pode beneficiar 25 pessoas. "Confiança e solidariedade são as bases da doação", enfatizou. Com relação à pesquisa, a pesquisadora informou que a ciência caminha para a era do peixe, uma substituição gradativa ao rato e camundongo, atualmente utilizados em experiências na área de saúde.
Sucessão na Fiergs
Antes da palestra, o vice-presidente da Fiergs Astor Milton Schmitt anunciou aos empresários a desistência do pleito. O empresário comentou que a decisão de se abster do processo eleitoral foi coletiva, em conjunto com Sindicatos Patronais da região, durante reunião realizada na última semana na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). Schmitt justificou a atitude em respeito à unidade da classe empresarial gaúcha.
Ainda segundo ele, a decisão não significa o fim do projeto de gestão construído a muitas mãos, que ele classificou de plural e renovador. Ao final, Schmitt enfatizou publicamente que abdica de qualquer cargo na entidade para a próxima gestão. "Nós estamos fazendo um recuo estratégico. Três anos passam rápido demais. Devemos dar um até logo", concluiu o empresário, aplaudido em pé, na reunião-almoço.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC