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Economia caxiense cresce 8% em outubro
Publicado em 30/11/2010
O crescimento de pouco mais de 8% em outubro comprova o expressivo avanço de 20,9% da economia de Caxias do Sul no ano de 2010. Por mais um ano a cidade deve superar e muito o crescimento anual do Brasil. Quando analisados separadamente segmento a segmento, baseando-se no mês anterior, os dados divulgados nesta terça-feira (30) pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) demonstram que a indústria teve uma pequena queda de 1,1%, o comércio cresceu 4,2% e os serviços surpreenderam com 27,3%.
Os postos de trabalho mantiveram a média do mês anterior de 10% de incremento na oferta. Com relação ao mercado internacional, apesar das exportações estarem se mantendo num ritmo ascendente, o nível de importações se elevou durante todo o ano, o que faz o saldo da balança comercial tornar-se cada vez menor.
Temerosos com a radiografia econômica do Brasil e mundo, os diretores de Economia, Finanças e Estatística da CIC Alexander de Messias e Mauro Corsetti não creem na repetição desses números nos próximos meses. "Foi um excelente ano. É inegável, mas não podemos ficar deitados em berço esplêndido. A expectativa é sim de crescimento para os próximos meses, mas menores do que em 2010", opinou Messias.
Para justificar que o Brasil não se encontra economicamente em um "mar de rosas", Messias explicou que o País revela sinais preocupantes. "Percebe-se uma desindustrialização, ou seja, uma transferência de produção do Brasil para a China. Tem a questão da perda da produtividade em função de falta de infraestrutura, além da dificuldade de manter o nível de produção e oferta e outros problemas, como o saldo comercial, o câmbio e os juros. Se quisermos manter o sucesso da estabilidade econômica tem que aumentar os juros", sinalizou o diretor.
Mauro Corsetti reforçou que o maior receio são os gastos públicos. "Estamos com uma expectativa do que vai fazer o novo governo. A Dilma vai cortar gastos? A principal questão é o déficit público. A situação brasileira atual é semelhante a dos Estados Unidos antes da crise. Estamos caminhando para uma situação quase sem solução", alertou.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC