Notícias

Economia no prato do dia da reunião-almoço da CIC

Gerais

Publicado em 17/11/2010

Comunicação foi substituída pelos desafios com o avanço do grande dragão, a China. Fotos Julio Soares/Objetiva.
Comunicação foi substituída pelos desafios com o avanço do grande dragão, a China. Fotos Julio Soares/Objetiva.

A comunicação, pauta da reunião-almoço desta quarta-feira (17) na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), foi substituída pela economia. Segundo a companhia aérea condições meteorológicas adversas impediram que a aeronave em que estava o consultor em projetos de comunicação da sustentabilidade Renato Raposo aterrissasse em Caxias do Sul. No entanto, cabe ressaltar que a Estação Permissionária de Telecomunicações Aeronáuticas (EPTA) do aeroporto informava que a operação estava visual, mesmo assim, a companhia decidiu retornar a Porto Alegre, inviabilizando a presença do convidado no horário previsto para o evento. Por esse motivo, os diretores de Economia, Finanças e Estatísticas da entidade Alexander de Messias e Mauro Corsetti, bem com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs) José Antonio Fernandes Martins gentilmente aceitaram o convite da entidade e apresentaram um panorama da situação econômica da cidade, País e mundo.

O ocorrido fez com que o presidente da CIC, Milton Corlatti, fizesse um desabafo aos presentes lamentando o descaso das autoridades estaduais e nacionais com o Aeroporto Regional Hugo Cantergiani. "Esse problema é fruto da incompetência política de pessoas que estão nos deixando ilhados. Isso é uma vergonha!", queixou-se ele.

Os diretores de Economia da entidade salientaram que Caxias do Sul vive uma realidade econômica singular para o resto do País. "Caxias mantém sua história de crescer acima da média do País (previsão de quase 25% em 2010)", salientou Messias. O professor de economia revelou, no entanto, que números assim são difíceis de manter e, apesar do recorde na geração de empregos, a economia cresce mais do que os postos de trabalho, o que representa um ganho de produtividade por parte dos empresários.

Em sua explanação, Corsetti comentou que o grande temor dos empresários é sobre o que o futuro reserva para o Brasil em termos globais. Segundo ele, embora a situação econômica do País esteja estável, não se pode esperar que ela cresça de forma sustentável por muito mais tempo se o atual modelo continuar.

O vice-presidente da Fiergs defendeu a manutenção da linha de crédito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do governo federal. Para justificar a importância do crédito ele ressaltou: "Vocês podem ter a melhor equipe de vendas e o melhor marketing do mundo, mas se não tiverem linhas de crédito vocês não vão a lugar nenhum: crédito é a mola propulsora da economia de qualquer país". Na opinião dele, a taxa de juros brasileira precisa ser reduzida urgentemente, pois é uma das mais altas do mundo, o que torna desleal a competição com outros países.

Martins falou diretamente aos empresários e alertou que a desindustrialização dos Estados Unidos, fruto do domínio dos produtos chineses, é algo semelhante ao que está acontecendo no Brasil. "Precisamos nos preparar para combater o grande dragão. Se não cuidarmos ele vai engolir a todos nós. Devemos nos atirar na inovação como os chineses fizeram, com estratégias de longo prazo. Não podemos esquecer que tem uma China e uma índia vindo aí, ou corremos o risco de ficar sentados em cima de caixões, dentro de nossas empresas", declarou.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

Publicidade