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"As pessoas não são estatísticas", opina publicitário Juliano Hennemann

Gerais

Publicado em 28/10/2010

Diretores da agência SPR, de Novo Hamburgo, falaram sobre classe C na CIC. Foto divulgação CIC.
Diretores da agência SPR, de Novo Hamburgo, falaram sobre classe C na CIC. Foto divulgação CIC.

Mais do que números e estatísticas, no final são as pessoas que importam. Essa é a chave para o sucesso nos negócios e na comunicação, independentemente de classe social, segundo os publicitários da SPR Comunicação, agência de Novo Hamburgo, Gustavo Ermel e Juliano Brenner Hennemann, palestrantes do Café com Informação realizado nesta quinta-feira (28) pelo Conselho da Mulher Empresária/Executiva da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). O tema da edição de outubro era a classe C, que de acordo com estudos da Faculdade Getúlio Vargas (FGV) representa 95 milhões de brasileiros, ou seja, metade da população, cuja renda familiar varia entre R$1.126 e R$4.824, sendo 41% do total proveniente das mulheres.

Para falar sobre a classe C, os sócios da agência de publicidade utilizaram propagandas de marcas que são cases de sucesso para desvendar alguns mitos. Mito número um: ‘Tudo para a classe C precisa ser diferente'. Hennemann argumenta que conceitos como emoção e grande amor, amar seus filhos, ter um bom emprego, ser reconhecido e ser feliz são conceitos que funcionam para todas as classes e pessoas. "As pessoas não são números, nem estatísticas, no final são as pessoas que importam", definiu.

Segundo mito: ‘Baixos preços. Se couber no bolso, ela compra'. "Não adianta baixar preços se o produto é medíocre", sinalizou Ermel. Ele apontou o próximo mito: ‘diminua a qualidade, eles vão comprar mesmo assim'. O publicitário explicou que a classe C não pode se dar ao luxo de comprar pela segunda vez porque errou na primeira. "Se a marca é boa, cabe no bolso, ele vai comprar", pontuou.

Outro grande mito: ‘brasileiro é um dos maiores amantes das redes sociais'. "Apesar do brasileiro ser um bastante social, é muito mais barato falar com os amigos pela internet. Eles não estão na rede porque são cool (expressão em inglês que significa descolado), eles só querem falar com os amigos", opinou Ermel. Ele esclareceu que a classe C também gosta de conforto e bom atendimento, eliminando o último mito: ‘conveniência é só para a classe A'.

Ao final da palestra os publicitários concluíram que o conhecimento do público alvo aliado à inovação de produtos e serviços é o que faz a diferença nas empresas.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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