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Tarso Genro apresenta plano de governo na CIC
Publicado em 27/09/2010
Com a proposta de que o Rio Grande do Sul deve estar de bem com o Brasil, o candidato ao governo estadual Tarso Genro palestrou à classe empresarial na reunião-almoço desta segunda-feira (27) na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). O petista foi o último dos principais candidatos ao cargo a apresentar propostas na entidade para a condução do Estado nos próximos quatro anos. "Não estamos propondo aqui uma falsa unidade. Queremos um novo pacto político e social que favoreça o conjunto da sociedade. Nossa proposta é pagar dívidas, crescendo, desenvolver, gerando renda, e resolvendo os problemas sociais", sustentou Tarso.
O candidato, caso eleito, pretende defender uma agenda de investimentos para captar recursos da União a fim de interromper o estrangulamento do desenvolvimento no Estado. "Tem recursos, faltam projetos. Consegue-se isso com voz ativa e liderança política nacional e internacional", argumentou. Segundo ele, o projeto da coligação Unidade Popular pelo Rio Grande leva em conta a base produtiva já existente em cada região, mas ao mesmo tempo quer atrair investimentos de fora do Estado e País. Tarso evidenciou dois pontos fundamentais que o Rio Grande do Sul precisa trabalhar em sintonia com o Brasil: polo naval e pré-sal.
Quanto às questões locais, ele salientou a necessidade de uma política de desenvolvimento regional com a existência de câmaras para tratar de assuntos estratégicos de cada localidade. Tarso defendeu a necessidade urgente de uma logística regional para movimentação da economia que contemple melhorias no acesso asfáltico e a implantação do aeroporto internacional de cargas e passageiros na região, mas não se posicionou sobre o local. Ele manifestou também o compromisso de reorganizar o sistema de pedágios no Estado, optando pelo modelo comunitário, com a extinção do pedágio entre Farroupilha e Caxias do sul.
Em entrevista coletiva à imprensa, o candidato fez mais promessas: implementação do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci); resolver, rapidamente, se eleito, o local do aeroporto com base nos apontamentos técnicos; refazer o Daer, que segundo ele deixou de existir; construir presídios de segurança média; manipular, "no bom sentido", a carga tributária; e revisar gastos para solucionar o déficit zero, algo que na opinião dele é ilusório tendo em vista que o Estado deve obrigatoriamente investir 12% em saúde, e atualmente não o faz.
Fazem parte da Coligação Unidade Popular pelo Rio Grande o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido da República (PR), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC