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Fórum apresenta benefícios da inovação

Gerais

Publicado em 10/08/2010

Evento prossegue nesta terça-feira com rodadas de negócios. Foto Wagner Cecatto.
Evento prossegue nesta terça-feira com rodadas de negócios. Foto Wagner Cecatto.

Com o objetivo de ampliar a visão dos empresários para o ganho competitivo com incentivos à inovação, ocorreu nesta segunda-feira (9) e prossegue nesta terça (10) o 1º Fórum de Inovação da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), uma iniciativa da Diretoria de Projetos, Inovação e Inteligência. Especialistas no assunto se revezaram no palco do auditório da entidade para apresentar e debater os benefícios da gestão da inovação nas empresas.

Para os especialistas, inovar significa romper uma barreira anterior. Para isso, existem dois tipos de inovação: a incremental, que representa avanços nos benefícios percebidos pelo consumidor, e a radical, que indica mudança drástica na forma do produto ou serviço consumido. No entanto, a inovação não se restringe tão somente a produtos e serviços, mas também implica em melhoramento nos processos, negócios e gestão.

Sobre a realidade atual do Brasil, o coordenador de Inovação, Desenvolvimento e Extensão da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Marcelo Nichele, explica que, embora exista uma estrutura funcionando e políticas públicas definidas, há um longo caminho a ser percorrido, quando se observa os dois maiores investidores em inovação do Planeta: EUA e Japão. O Brasil, segundo dados de 2008, investe apenas 1,11% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em inovação.

A lista de desafios da nação em relação ao assunto é imensa, mas Nichele aponta dois caminhos pra quem planeja inovar no seu negócio: a Lei do Bem (federal) e a Lei do Bem Gaúcha (estadual). As legislações incentivam a ousadia das empresas com a redução de impostos mediante investimentos em inovação. Porém, antes de buscar parceiras de investimento as empresas têm que fazer o dever de casa. "Os próprios funcionários têm a solução, mas não são ouvidos", definiu.

O diretor da Agência de Inovação da Universidade de São Paulo (USP), Claudio Tervydis, defendeu que os empresários devem inovar para ampliar as estratégias e oportunidades de negócios, aumentando a competitividade. "A inovação tem que ser um processo para não ficar no nível de sobrevivência e nesse processo cabem todas as técnicas. O ideal é um planejamento estratégico de inovação, para planejar de tempos em tempos novidades, em um processo continuado", afirmou.

À tarde, O presidente do Instituto Nacional de Estudos Jurídicos e Empresariais, Luiz Alberto Pereira Filho, e o especialista do mesmo instituto Gilberto Silveira trouxeram informações sobre os incentivos fiscais à inovação tecnológica. A palestra foi focada nas semelhanças e diferenças entre os incentivos federais e estaduais, nas exigências legais de cada modalidade e nos benefícios que empresas de qualquer porte podem ter com a atual legislação.

Na sequência da programação, os representantes do BRDE Miguel Fernando Oliveira e Carlos Ponzoni apresentaram os programas disponíveis na instituição para o financiamento de projetos inovadores. Segundo eles, o BRDE tem sido um importante parceiro das indústrias de Caxias do Sul e Região e tem destinado linhas especiais para aplicar em projetos de expansão da produção e desenvolvimento tecnológico.

Já o diretor de Gestão Tecnológica da Sociedade Educacional de Santa Catarina, Moacir Martins, apresentou o case "Aba do boné sem memória de forma e posição". De acordo com o especialista, empresas de Apucarana (PR) se uniram para desenvolver um novo projeto de aba para bonés para fazer frente à importação chinesa. O resultado foi um produto inovador, com novas características para a aba de bonés.

A programação do primeiro dia se encerrou com a palestra da diretora de Comunicação da Oi, Flávia da Justa, que apresentou o case da marca. Para Flávia, as marcas direcionam os negócios. "Ter uma logomarca não significa, necessariamente, que você tem uma marca", afirmou. Para a publicitária, marca é a ideia que o cliente faz da empresa.

Na programação de hoje acontecem as rodadas de negócios com técnicos do BRDE, BNDES e Finep. O 1º Fórum de Inovação da CIC tem como patrocinadores o BRDE e Simplás, como apoiadores a Finep, BNDES, Tabone, JJD Proequipe, Vinícola Aliança, Agência da Universidade de São Paulo de Inovação, Microempa, CDL, Simecs e Trinopolo.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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