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10/12/2018 | DISCURSO

PRONUNCIAMENTO DO PRESIDENTE IVANIR GASPARIN - REUNIÃO-ALMOÇO DE 10.12.2018

Foto: Julio Soares/Objetiva
Foto: Julio Soares/Objetiva

Senhoras e senhores!

Hoje encerramos o calendário das reuniões-almoço da CIC no ano de 2018. Foram 40 eventos, totalizando aproximadamente dez mil participantes. Por este motivo, agradeço à presença que tivemos durante o ano das autoridades, presidentes e representantes dos sindicatos patronais, conselheiros, funcionários, associados, imprensa, enfim..., de todos que apoiaram nosso trabalho ao longo do primeiro ano da nossa gestão e que acreditaram em nossa liderança na entidade.

Meu agradecimento aos colegas e amigos – Mauro Bellini, Jaime Andreazza e Maristela Tomasi Chiappin, e a todos os diretores que compõem esta gestão e que estão conosco na condução da CIC, cientes dos compromissos que assumimos no início de 2018.

Vivemos os últimos anos de difícil situação econômica, política e social no País.

Também a limitação financeira do Rio Grande do Sul há tempos nos tirou a competitividade. E justamente nessa questão, cumprimento o presidente Petry pelo posicionamento da Fiergs contrário à manutenção da alíquota do ICMS. Essa é também a posição da entidade que lideramos, pois precisamos lembrar que o Rio Grande do Sul já tem uma das mais altas taxas de ICMS do País, o que impacta - e muito - na nossa capacidade de fazer negócios.

E vejam bem, senhoras e senhores!! Mesmo com a pior crise já vivida pelo estado, em que apenas Caxias do Sul perdeu 25 mil postos de trabalho e cerca de 20 mil estudantes trancaram suas matrículas em cursos superiores, não vimos nenhum corte de benesses no serviço público.

Cito como exemplo, a decisão da cúpula do tribunal de contas do estado que autorizou o pagamento de supostas perdas salariais da década de 90 de servidores em relação à unidade real de valor (URVs).

Talvez muitos de vocês aqui presentes nem haviam nascido quando a URV foi criada, à época da implementação do Plano Real.

Além desse exemplo, temos o Judiciário e o TCE reivindicando o pagamento em dinheiro de licenças-prêmio não gozadas, as quais seus servidores têm direito a cada cinco anos, sendo que já são beneficiados com dois meses de férias a cada ano.

Como empresários, entendemos que diante de uma crise desta magnitude, essas benesses vêm na contramão da realidade do mercado, em que toda e qualquer atividade econômica sofreu retração.

A CIC entende que o estado – leia-se município, estado e país – só cortou benefícios e recursos dos cidadãos, e não dos seus partícipes.

No nosso entendimento, vivemos no mesmo estado e por isso a solução da crise passa pela responsabilidade de todos os seus cidadãos, e não apenas de uma parcela.

Também quero aproveitar esta reunião-almoço de encerramento para fazer um chamamento aos empresários e um apelo ao associativismo. Participe da CIC e das suas atividades, pois é somente com a participação de todos é que conseguiremos fortalecer a nossa representatividade. Não venha para a CIC somente em momentos de necessidade, pois se todos fizerem assim, pode ser que no seu momento de necessidade, outros empresários não estejam disponíveis.

Muito obrigado e ótima reunião-almoço!

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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