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“Lugar de mulher é na economia”

Gerais

Publicado em 07/03/2016

Yêda Fernal, dirigente da Federaminas, palestrou na reunião-almoço da CIC alusiva ao Dia Internacional da Mulher - Foto: Julio Soares/Objetiva
Yêda Fernal, dirigente da Federaminas, palestrou na reunião-almoço da CIC alusiva ao Dia Internacional da Mulher - Foto: Julio Soares/Objetiva

A vice-presidente da Câmara Estadual da Mulher Empreendedora (Ceme) da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado de Minas Gerais (Federaminas) Yêda Fernal, palestrante do primeiro evento que retomou o calendário semanal das reuniões-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), afirmou que o século XXI passa pelo feminino e pela atividade e colaboração da mulher nos espaços de poder. De acordo com ela, um estudo realizado em 2006 pelo Fórum Econômico Mundial concluiu que, quanto maior a participação das mulheres na vida econômica de um país, mais desenvolvido ele é. “Ou seja, lugar de mulher é na economia”, disse. Alusiva ao Dia Internacional da Mulher, a reunião-almoço dessa segunda-feira (7) foi uma iniciativa do Conselho da Empresária da CIC.

Yêda mencionou diferentes pesquisas que apontam para a ascensão das mulheres na sociedade. No entanto, nas altas esferas corporativas, essa ascensão ainda é rara: menos de 20% dos cargos de responsabilidade nas 500 empresas mais importante do mundo, segundo a revista Fortune, são ocupados por mulheres, citou. “Nos cargos de CEO, somos apenas 6%”, acrescentou a empresária que é também vice-presidente do PSB Mulher de Minas Gerais e concorreu à deputada estadual em 2014.

Conforme revelou, as mulheres atingem a plenitude corporativista nos cargos de gerência. Homens e mulheres costumam entrar nas empresas na mesma proporção, mas enquanto eles vão subindo no organograma, elas vão ficando pelo caminho. Yêda acredita que, na maioria dos casos, as próprias mulheres são responsáveis por isso. Ao contrário do homem, as mulheres, por sua natureza, têm medo e se sentem inseguras em relação às suas reais condições para exercer cargos mais altos. “O primeiro boicote é o nosso. Apenas 5% das brasileiras integram o seleto grupo de mulheres à frente de grandes empresas”, ponderou.  

A palestrante afirmou ainda que o avanço das mulheres no mercado trabalho está criando novos padrões de consumo e comportamento, fazendo crescer a perspectiva de venda dos produtos dedicados ao público feminino. “Elas detêm 50,2% dos cartões de crédito, representam 44% da população economicamente ativa, 85% das decisões de compra do lar passam pela mulher, possuem taxas menores de inadimplência e seu dinheiro gera reinvestimento social”, ilustrou.

Carlos Heinen - Após a reunião-almoço, na presença de diversas lideranças empresariais e políticas, foi realizada a solenidade de descerramento da foto de Carlos Heinen na Galeria de Ex-presidentes da CIC. Heinen presidiu a entidade nas gestões 2012-2013 e 2014-2015. O atual presidente, Nelson Sbabo, agradeceu ao trabalho e dedicação de Heinen durante seu mandato como presidente e também como vice-presidente da entidade nas gestões anteriores. Heinen, por sua vez, disse sentir-se honrado por fazer parte da história da CIC e agradeceu à homenagem.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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