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Trabalhabilidade e carreira em nuvem: as novas tendências do mercado de trabalho
Publicado em 05/10/2015
O conceito tradicional de emprego que a maioria conhece está mudando e desafiando o mercado de trabalho. Essa foi a ideia central da palestra do sócio-fundador e CEO da Produtive Carreira e Conexões com o Mercado, Rafael Souto, na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nessa segunda-feira (5), sobre tendências contemporâneas de carreira. “Não podemos mais pensar em emprego para a vida toda”, disse Souto ao defender o conceito de trabalhabilidade como a forma de maior probabilidade de sucesso no planejamento e construção de uma carreira.
De acordo com Souto, a ideia de emprego como única fonte de renda não é mais compatível, porque em algum momento, com o avançar da idade, o indivíduo não o terá mais. “Vai existir uma parcela da população empregada formalmente, mas outra parte terá que migrar para outras formas de trabalho, que pode ser trabalhar part-time, ser sócio de uma empresa, dar aula, consultoria ou qualquer outra forma de produzir na economia não sendo empregado. É importante pensar fora do emprego formal e estar preparado para construir formas de gerar renda e lidar com todas as mudanças”, argumentou o consultor.
Além de trabalhabilidade, o palestrante falou sobre a tendência da ‘carreira em nuvem’, cujo conceito se desvincula do cargo para se focar em projetos, múltiplas equipes e estruturas não lineares dentro de uma organização. “O modelo linear, baseado em cargos, se esgotou pelo aumento dos custos e por não responder mais à demanda de crescimento profissional das pessoas”, analisou. Para Souto, a carreira em nuvem pressupõe que o profissional ‘leia’ o negócio e perceba como se ambientar dentro dele e evoluir na carreira.
Hiperespecialização e life design também foram mencionados por Rafael Souto como tendências. No primeiro, empresas buscam por profissionais que atuam em segmentos bem definidos, com alto domínio técnico, ao contrário de algumas décadas, quando se exigia um perfil mais generalista. “Os generalistas estão em completo declínio; o mercado contrata especialistas”, revelou Souto. Já o life design, ou desenho de vida, privilegia a carreira como um todo e não a dissocia dos outros aspectos da vida do profissional, como o familiar e o social. Essa dissociação, aliás, de acordo com o palestrante, é uma das maiores causas da rotatividade nas empresas.
Ainda segundo Rafael Souto, essas tendências não são válidas apenas para as carreiras com formação superior. “Não importa o nível, a empresa precisa de pessoas para trabalhar pelas suas demandas. Se é um operário ou um diretor, o jogo é o mesmo: a empresa está pressionada por custos, está em crise e o profissional pode fazer disso uma oportunidade de crescimento”, afirmou. Para ele, também é importante a mudança do modelo mental, pois as pessoas ainda são ensinadas para ter emprego. Souto citou um estudo com executivos em que 75% ainda pensam no emprego formal como forma de se relacionar com a economia. “Os ciclos de trabalho numa organização estão cada vez mais curtos e as mudanças mais rápidas e intensas”, concluiu.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC