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Mobilidade, comportamento do consumidor e impacto ambiental desafiam a Ford
Publicado em 04/05/2015
Diretor de Engenharia da Ford América do Sul, Marcio Alfonso detalhou as iniciativas e tecnologias desenvolvidas pela montadora para desenvolver e lançar no mercado mundial veículos mais eficientes, seguros, sustentáveis e que ofereçam uma experiência positiva ao consumidor. Ele foi o palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), nesta segunda-feira (4), evento que integrou a programação do 6º Fórum de Inovação, realizado na manhã de hoje, na CIC.
De acordo com Alfonso, quatro megatendências de mercado estão direcionando as ações e os projetos futuros da Ford - hoje líder da indústria automotiva global - em torno da mobilidade. A primeira está justamente relacionada à urbanização e ao crescimento populacional no ambiente urbano. Atualmente, existem 28 cidades no mundo com população superior a 10 milhões de pessoas, as chamadas megacidades, número que deve crescer para 41 nos próximos 15 anos, de acordo com as projeções apresentadas pelo executivo.
A Ford também considera que haverá um rápido crescimento da classe média global. "A previsão é que até 2030 a classe média crescerá dos atuais dois bilhões para quatro bilhões de pessoas, com a Ásia liderando esse crescimento. Muitos nessa população de classe média aspirarão possuir um carro, que é um dos indicadores tradicionais de prosperidade econômica e social dos últimos 50 anos", avaliou Alfonso. A deterioração da qualidade do ar e suas consequências para a saúde e a mudança de atitudes e prioridades de consumo dos ‘millennials' (pessoas nascidas entre o início dos anos 80 e o início de 2000) também estão no cenário escolhido pela Ford para definir o que será feito no futuro. "Essas tendências e diretrizes estão mudando a forma de como vemos inovação e mobilidade na Ford. Desenvolvemos o que chamamos de plano de mobilidade, que é uma visão para as próximas décadas de como podemos fazer a nossa parte para criar um mundo melhor. Ela envolve experimentação, que já está em andamento hoje, conduzindo a um novo modelo de transporte e mobilidade para além dos próximos 10 anos", afirmou Marcio Alfonso.
Além disso, a Ford vislumbra um mundo onde os veículos se conectarão uns com os outros, em que os motoristas estarão conectados com a infraestrutura das cidades para organizar seus deslocamentos e evitar congestionamentos e onde as pessoas rotineiramente compartilharão seus veículos e utilizarão múltiplas formas de transporte em seus deslocamentos, que não apenas o automóvel. Ele relatou que a empresa desenvolve atualmente mais de 25 experimentos ao redor do mundo voltados à inovação e ações de sustentabilidade. Em janeiro, a Ford anunciou o Ford Smart Mobility, "que é o nosso plano de desenvolver inovação para nos levar ao próximo nível de conectividade, mobilidade, veículo autônomo e big data com o objetivo de gerar uma experiência positiva para o usuário", informou Alfonso.
Sobre as operações da montadora no Brasil, Alfonso revelou que o índice de participação da indústria nacional na produção dos veículos é de 80%, mas a meta é chegar a 90% de conteúdo local. Segundo ele, o custo Brasil tem afetado a competitividade brasileira, determinando inclusive que um carro produzido na Índia chegue ao México a um valor inferior ao custo de produção no Brasil. Mesmo assim, Alfonso mostrou-se otimista. "Temos um mundo de desafios, mas também, um mundo de oportunidades. Nunca tivemos tantas tecnologias disponíveis e tantos jovens de talento no mercado", finalizou.
O 6º Fórum de Inovação, uma realização do Instituto Ítalo Victor Bersani, em correalização com a CIC, por meio de suas diretorias de Projetos e Inovação e Desenvolvimento Sustentável, e Arranjo Produtivo Local (APL) Metalmecânico e Automotivo da Serra Gaúcha, teve por objetivo oportunizar às empresas de micro, pequeno e médio portes conhecimento e informação sobre a área tecnológica, aliada à sustentabilidade e com visão econômico-financeira e de produção.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - Jornalista Marta Guerra Sfreddo - MTb 6267