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Economia de Caxias do Sul tem queda de 8,3% em fevereiro

Gerais

Publicado em 01/04/2015

Indicadores econômicos foram divulgados pela CIC e CDL nesta quarta-feira - Foto: Giovana Schmitt/CIC
Indicadores econômicos foram divulgados pela CIC e CDL nesta quarta-feira - Foto: Giovana Schmitt/CIC

A atividade econômica de Caxias do Sul registrou uma queda de 8,3% em fevereiro, em comparação com janeiro. Em relação a fevereiro do ano passado, a queda foi ainda maior: -16,7%. Os números do desempenho da economia local foram divulgados nesta quarta-feira (1º) pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas de Caxias do Sul (CDL).

Outro índice apresentado pelas entidades foi o acumulado dos últimos 12 meses, que registrou redução de 9%. No acumulado do ano de 2015, a economia de Caxias do Sul registrou queda de 13,7%. Na análise por setores, tanto indústria como comércio e serviços registraram desempenhos negativos em fevereiro em relação ao mês anterior e também na comparação com fevereiro de 2014.

Com exceção de horas trabalhadas, que registrou um crescimento de 7,5%, e utilização da capacidade instalada, com alta de 1%, os demais itens que compõem o Índice de Desenvolvimento Industrial (IDI) foram negativos na comparação com o mês anterior. Já na comparação com fevereiro de 2014, todos apresentaram altos índices de redução. Para o diretor o diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC Mauro Corsetti, esta recessão tem sido mais severa que as anteriores para a economia local.

As exportações caxienses cresceram 25,3% em relação a janeiro, mas caíram 19,6% em relação a fevereiro de 2014, gerando uma queda acumulada em 2015 de 21,6%. As importações, ao contrário, caíram 37% na comparação com janeiro e 29% em relação a fevereiro do ano passado. Com isso, o acumulado do ano nas importações registra queda de 22%.
Já a análise do mercado de trabalho mostrou que Caxias do Sul registra a marca dos 180.958 empregos formais. Em fevereiro foram abertas 879 novas vagas de trabalho na cidade, número 0,49% superior ao mês anterior. O segmento que mais empregou foram os serviços, mas a indústria também teve participação nesse resultado. Segundo o também diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC Carlos Zignani, a flexibilização da jornada de trabalho adotada por algumas empresas deverá segurar o quadro funcional até junho. Após, se não houver reversão dos indicadores econômicos, poderá haver demissões.

Também participaram da coletiva o diretor-executivo da CIC, Victor Hugo Gauer, o diretor da CDL Ivonei Pioner, a assessora de Economia da CDL, Maria Carolina Gullo, e a assessora de Economia, Finanças e Estatística da CIC, Nara Panazzolo.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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