Notícias

Atraso logístico brasileiro é criticado durante seminário na CIC

Gerais

Publicado em 15/10/2014

Painel entre palestrantes foi mediado por Plínio Mioranza - Foto: Giovana Schmitt/CIC
Painel entre palestrantes foi mediado por Plínio Mioranza - Foto: Giovana Schmitt/CIC

Com o auditório lotado, a Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), por meio da Diretoria de Negócios Internacionais, realizou na manhã desta quarta-feira (15) o 13º Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha. Ao debater a matriz do transporte no Brasil e a importância dos acordos internacionais, o evento trouxe a visão de dois especialistas e dois cases sobre o assunto.

A primeira palestra foi do consultor da Aduaneiras Samir Keedi, que criticou duramente o atraso logístico do Brasil em relação aos demais países. Segundo ele, a matriz de transporte brasileira carece de estradas, ferrovias e hidrovias de qualidade. Keedi disse ainda que a inexpressiva participação do Brasil no comércio internacional, algo pouco mais de 1%, se deve principalmente às dificuldades de logística, aos juros altos e à excessiva carga tributária.

Já o coordenador do Conselho de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Frederico Behrends, enfatizou a tendência de queda da balança comercial brasileira, que de janeiro a setembro deste ano já acumula um déficit de U$ 695 milhões. Uma das causas apontada para este quadro, de acordo com o especialista, é a baixa participação do País nos acordos comerciais internacionais. Hoje, existem 253 acordos entre os diversos países. "O Brasil precisa se tornar um participante ativo neste processo de negociações internacionais. O País vem perdendo competitividade nas exportações ao longo dos últimos anos, especialmente no segmento de produtos industrializados", opinou Behrends.

Após as palestras, foi a vez da apresentação dos cases das empresas Flosul Indústria e Comércio de Madeiras, de Capivari do Sul, e Hyva do Brasil, de Caxias do Sul. Os executivos Humberto Repetto, da Flosul, e Rogério De Antoni, da Hyva, falaram de suas posições no mercado e dos desafios que suas empresas enfrentam para operar no comércio exterior.

O painel com os palestrantes foi mediado pelo diretor de Negócios Internacionais da CIC Plínio Mioranza. Paralelamente, foram oferecidos aos participantes do evento despachos executivos com representantes da Receita Federal (Aduana), Banco do Brasil (Proex e Draw-back), Siscoserv e Sebrae (consultoria e projetos de internacionalização).

O evento teve patrocínio de CAF, Menex, Muraro Transportes, Ocean Express, Porto Seco, Tecon, Fiergs, e apoio do Sebrae.


Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

Galeria de imagens

Publicidade