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Setor de defesa e segurança abre oportunidades de negócios para indústrias gaúchas

Gerais

Publicado em 08/10/2014

Coordenador do Comdefesa, Jorge Py Velloso, que palestrou na CIC, defendeu a ampliação da participação do RS neste mercado - Foto: Julio Soares
Coordenador do Comdefesa, Jorge Py Velloso, que palestrou na CIC, defendeu a ampliação da participação do RS neste mercado - Foto: Julio Soares

A palestra do coordenador do Comitê da Indústria de Defesa e Segurança do Rio Grande do Sul (Comdefesa), engenheiro Jorge Py Velloso, durante a reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), realizada nesta quarta-feira (8), abriu a programação do Seminário de Atualização de Demandas de Bens e Serviços Industriais da Marinha, Exército e Aeronáutica, sediado na entidade caxiense hoje e amanhã. Velloso falou sobre a mobilização da indústria gaúcha para aproveitar as oportunidades no setor de defesa e segurança e ponderou que a atual situação da indústria nacional é resultado de décadas de baixos investimentos no âmbito das Forças Armadas.

O palestrante demonstrou preocupação com a ineficiência e baixa produtividade da indústria nacional, o que abre espaço para a concorrência externa. Segundo ele, as empresas precisam ter em mente a necessidade de aumentar a sua produtividade e competitividade, fazendo a lição de casa, investindo em novos processos e no treinamento da mão de obra.

Conforme explicou, novos projetos e programas estratégicos estão em curso, o que abre um leque de oportunidades para empresas fornecerem bens e serviços à Marinha, Exército e Aeronáutica. Velloso ressaltou que as empresas que se habilitam a fornecer para as Forças Armadas brasileiras acabam aptas a exportar seus produtos para o setor de defesa de outros países, especialmente para as Forças Armadas da América do Sul. Outro benefício concedido a quem integra a base industrial de defesa é a isenção de impostos federais.

O presidente da CIC, Carlos Heinen, destacou a diversidade da indústria caxiense e sua competência para fornecer às Forças Armadas. "Nossa cidade já é conhecida mundialmente como polo metalmecânico e automotivo, setor que possui alta tecnologia agregada e mão de obra qualificada acima da média nacional, mas temos potencial para muito mais. Este é mais um segmento que se abre para novos negócios, novos empreendedores", enfatizou Heinen.

Entre os produtos de defesa da indústria gaúcha, o coordenador do Comdefesa relacionou armas, pistolas, fuzis de assalto, espingardas, metralhadoras, sub-metralhadoras de uso militar e policial; sistemas para aeronaves de asas fixas; sistema para aeronaves de asas rotativas (antenas, microantenas); segurança pública (sistemas de segurança de fronteira, cidades, portos); sistemas para blindados; sistemas de comunicação; sistemas para tropas a pé (display de combate); veículos não tripulados (aéreos, terrestres e marítimos); veículos para aplicação militar, além da indústria tradicional (têxteis, calçados, alimentos).

Indústrias caxienses como a Agrale, fabricante do utilitário Marruá, já fornecem para as Forças Armadas. Hoje, conforme revelou seu presidente, Hugo Zattera, entre 15% e 20% do faturamento da empresa é resultado das vendas de veículos para fins militares, não só no Brasil, como para outros países. Segundo Zattera, fornecer para as Forças Armadas exige investimento, paciência e rigor quanto à qualidade do produto. "Foram oito anos até passarmos a fornecer ao Exército", relatou o presidente da Agrale.

Entre as presenças na reunião-almoço, destaque para o comandante militar do Sul, general Antônio Hamilton Martins Mourão, o representante do Comando da Marinha, almirante de esquadra Arthur Pires Ramos, e o comandante do 5º Comando Aéreo Regional, major-brigadeiro-do-ar Roberto Carvalho, além de vários outros oficiais das Forças Armadas.

O Seminário de Atualização de Demandas de Bens e Serviços Industriais da Marinha, Exército e Aeronáutica é uma realização da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), por meio do Comdefesa, em conjunto com Forças Armadas do Brasil - Marinha, Exército e Aeronáutica, Universidade de Caxias do Sul (UCS), Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs), CIC e APL Metalmecânico e Automotivo de Caxias do Sul.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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