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A sustentabilidade precisa de indicadores

Gerais

Publicado em 20/08/2014

Jorge Benites - Foto: Julio Soares/Objetiva
Jorge Benites - Foto: Julio Soares/Objetiva

Jorge Benites | Diretor de Desenvolvimento Sustentável da CIC

A combinação crescimento da economia, qualidade do ambiente e melhoria da sociedade vai parecer sempre muito distante sem o desenvolvimento de indicadores que favoreçam o entendimento e proponham metas. São duas as maneiras de sermos ecologicamente corretos: não emitir ou neutralizar emissões. Simples assim, mas nem por isso fácil de realizar.

O Brasil tem uma das mais avançadas leis ambientais do planeta e precisa de políticas certas para sua aplicação sem prejudicar a produtividade. Mas justamente nisso estão os entraves: Começamos por onde? Continuamos para qual direção? Será que temos tecnologias? De uma forma geral, são três as categorias para avaliação e prestação de informações do desempenho ambiental nas organizações: indicadores de desempenho operacional, indicadores de desempenho da gestão e indicadores de desempenho do estado do ambiente. Em alguns setores (com enfoque local) temos números significativos de empresas preparadas com certificações ou equipes exercitando boas práticas, mas carentes de incentivos ou desonerações do capital para investimentos em processos ecoeficientes. Todos os esforços ainda estão desconectados de objetivos realizáveis em parâmetros gerais.

A CIC, por meio do Comitê Ecoficiência Serra Gaúcha, formado por 15 sindicatos patronais e entidades locais, organiza, mobiliza e articula proposições, criando um ambiente de debate e diálogo entre empresas e autoridades ambientais. O enfoque central, de que podemos evoluir soluções criativas e originais, precisa transitar pelo aporte de conhecimento, pesquisa e desenvolvimento que nossa Universidade de Caxias do Sul tem condições de acessar, além das ótimas faculdades e instituições com portfólios atualizados em gestão ambiental.

Cada vez mais produzimos profissionais para realização de metas, e temos empresas de consultoria técnica, logística e reciclagem com bons níveis de prestação de serviços. Em breve teremos a publicação do plano municipal de gestão de resíduos que a Secretaria do Meio Ambiente de Caxias do Sul (Semma) organizou com a participação dos setores produtivos. O diálogo com mecanismos ambientais do estado também está aberto. Essas evidências de relacionamento ativo estimulam e apontam para boas saídas, mas preocupa a questão da queda da competitividade que há muito tempo lideranças empresariais advertem. O desenvolvimento de indicadores ambientais poderá proporcionar uma leitura lúcida para organizar estratégias alinhadas que favoreçam relações significativas entre aspectos econômicos, sociais e fatores ambientais.

Também importante é a inclusão do "fator ambiental" nos indicadores econômicos, já que hoje não refletem as possibilidades de ganhos pela ecoeficiência. Em todas as fases estamos acompanhando as principais evoluções das tecnologias verdes, entendendo que a mobilização é fundamental para o estabelecimento de sistematizações através de objetivos claros, cujas ações propostas ofereçam resultados mensuráveis.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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