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Presidente da CIC critica sistema tributário brasileiro
Publicado em 16/04/2012
Em pronunciamento na abertura da reunião-almoço desta segunda-feira (16), o presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), Carlos Heinen, fez uma crítica contundente ao sistema tributário brasileiro. Para Heinen, a substituição tributária é uma das causas da falta de competitividade. "Certos estados atribuem ao ICMS de determinados produtos um valor muito superior ao preço com que ele será comercializado. É o puro interesse na arrecadação. Os estados fazem o que bem entendem quanto à tributação. Tributariamente, está tudo errado neste País", afirmou o dirigente.
O presidente da CIC entende que, caso não haja uma revisão ou o interesse dos estados pela Reforma Tributária, com certeza a atividade produtiva se tornará inviável. "Não podemos mais conviver com cargas paradas nas nossas fronteiras interestaduais em virtude de decisões pontuais de cada Secretaria da Fazenda", opinou. Para Heinen, sem a adoção de medidas fortes dificilmente os problemas serão erradicados. "Vamos nós fiscalizar a receita dos nossos tributos, e não o contrário", acrescentou.
Ao afirmar que os empresários estão cansados de conviver com esta situação e de que é hora de dar um basta, Heinen chegou a propor que Caxias do Sul dê um aviso para estancar o que chamou de fúria arrecadatória. "Vamos depositar todo e qualquer tipo de tributo em juízo enquanto não tivermos a real aplicação dos mesmos. Estaremos em dia fiscalmente, mas será um recado ao maior e mais eficiente esquema de arrecadação que existe no mundo", sugeriu.
O presidente da CIC fez ainda um desabafo: "Ai do empresário que não se mostrar gerador de riqueza, empregos e, em primeiro lugar, de tributos. É inadmissível aceitar que, para o governo, a atividade empresarial exista,primeiro, para gerar impostos, depois, para gerar empregos e qualidade de vida". Ao final, Carlos Heinen foi bastanteaplaudido pelos participantes da reunião-almoço.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC - jornalista Marta Sfreddo