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Indústria automotiva a todo vapor

Gerais

Publicado em 21/09/2011

Diretor da MAN Latin America falou sobre setor na reunião-almoço da CIC. Foto Júlio Soares/Objetiva.
Diretor da MAN Latin America falou sobre setor na reunião-almoço da CIC. Foto Júlio Soares/Objetiva.

O mercado automotivo brasileiro foi o tema da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), que ocorreu nesta quarta-feira (21) em função do feriado de 20 de setembro. O diretor de Relações Governamentais e Institucionais da MAN Latin America, Marco Antônio Saltini, foi o convidado do evento. Ele apresentou dados estatísticos que comprovam a importância do setor na economia nacional e internacional.

De acordo com ele, o complexo automotivo brasileiro foi responsável por um faturamento em 2010 de US$ 107,6 bilhões (incluindo autopeças); e possui 50 fábricas distribuídas em oito Estados e 36 municípios, que representam 1,5 milhões de empregos diretos e indiretos.

Já que o modal rodoviário significa 58% das operações de transporte de cargas no País, Saltini observou que o mercado brasileiro de caminhões é bastante expressivo e fica atrelado à economia nacional. "Se a economia vai bem o mercado de caminhões também vai", resumiu. Conforme o palestrante, embora o mercado seja promissor, ele também indica dois grandes gargalos: aproximadamente 300.000 caminhões com idade acima de 30 anos circulam em 1.730.000 km de rodovias nacionais, destas 87% não são asfaltadas. Para ele, é preciso investir em infraestrutura e também necessário que o governo federal invista em linhas de financiamento que possam viabilizar a aquisição de frotas novas e mais modernas.

Saltini disse ainda que o governo federal acertou ao dobrar a alíquota do IPI para veículos importados e nacionais que não atenderem requisitos como investimentos em tecnologia e um percentual de 65% de conteúdo nacional. Ele argumenta que medidas como esta, de proteção ao mercado nacional, estão sendo adotadas por diversos países.

O diretor da MAN Latin America encerrou declarando-se positivo quanto aos rumos econômicos do País, que, em sua opinião, deve fechar o ano com algum crescimento, independentemente da crise na Europa. A reunião-almoço da CIC foi alusiva aos 20 anos da SAE Brasil.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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