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"O gaúcho está perdendo a identidade", afirma Juarez Nunes da Silva
Publicado em 12/09/2011
Enaltecendo o verdadeiro espírito da Semana Farroupilha, que é o culto às verdadeiras tradições gaúchas, o historiador da Academia de História Militar Terrestre do Brasil e do Instituto de História e Tradições do RS Juarez Nunes da Silva foi o palestrante da reunião-almoço desta segunda-feira (12), da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). Sob a análise de Nunes, o gaúcho está perdendo a identidade porque não cultua mais suas tradições e sua família, principal transmissora dos valores praticados pelos antepassados, como o respeito à palavra dada; a defesa da honra; a responsabilidade; a ética; a moral; a humanidade; o amor à liberdade e à igualdade; a fraternidade e a tolerância; a coragem; e a ação política.
O historiador salientou que o relaxamento dos costumes e a falta de noções de tradicionalismo interferem no modo de agir e pensar coletivo. "A cultura de um povo é o DNA dele. Sem cultura o povo não se desenvolve, não tem raízes, não tem argumentação, não tem alma e se torna inferior", argumentou.
Nunes destacou a importância da família, já que tradição passa de pai para filho, mas, como a instituição está enfraquecida, as crianças e adolescentes estão sem referências para seguir. "Sirvam nossas façanhas de modelo a toda terra. Só que estas façanhas precisam ser passadas de geração a geração", observou. E para resgatar a importância da família, que para ele é a solução de todos os males da sociedade atual, o historiador defendeu o trabalho do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG).
Ele explica que os Centros de Tradições Gaúchas (CTGs) são escolas informais para formação de crianças e adolescentes. "Nos CTGs, as virtudes são exploradas a todo momento, porque o gaúcho é um estado de espírito, tem que ter atitudes, ideais e valores que desejem transformar o Estado e o País em um lugar melhor', frisou.
Segundo Nunes, diferentemente da cultura popular atual, em que a comemoração da Semana Farroupilha preconiza acampamentos, bebedeiras, trajes incorretos e audição de músicas de outros gêneros, a celebração é um momento de civismo do gaúcho. "É nos CTGs que ocorrem as verdadeiras comemorações, com palestras sobre usos e os costumes que fortalecem as raízes da tradição gaúcha", definiu o historiador.
A reunião-almoço foi alusiva à Semana Farroupilha e a programação incluiu o hasteamento das bandeiras e a execução dos hinos Nacional Brasileiro e Rio-grandense pela Banda Marcial do 3º GAAAe.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC