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Segunda edição debate Relações Públicas e Jornalismo

Gerais

Publicado em 13/05/2010

Profissionais de relações públicas e jornalismo discutiram a comunicação na CIC. Foto Julio Soares.
Profissionais de relações públicas e jornalismo discutiram a comunicação na CIC. Foto Julio Soares.

A segunda edição do Diálogos da Comunicação, promovido pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), confirmou a tendência de sucesso sinalizada no primeiro evento e mais uma vez agradou a quem participou. Os dois painéis, de Relações Públicas e de Jornalismo, geraram um debate sobre temas que estão no cotidiano dos profissionais destas duas áreas, oportunizando uma reflexão sobre o fazer comunicação em Caxias do Sul. O nível dos debates foi elogiado pelos participantes.

O primeiro painel, com o tema "Eventos e negócios e sua relação com a imagem", contou com as participações das relações públicas Maria Lúcia Bettega, Daniela Fiorese Lucchese e Lisete Alberici Oselame, mediadas pela vice-presidente de Serviços da CIC, Fúlvia Stedile Angeli Gazola. Segundo Maria Lúcia, o evento é tão antigo quanto o homem, e nada mais é do que uma reunião de pessoas no âmbito privado ou social. "Fazer um evento é socializar o que temos", afirmou. Ainda de acordo com ela, o evento é o maior meio de comunicação aproximativo para construção de imagem.

Daniela Lucchese destacou a importância do planejamento nos eventos. Tudo tem de ser pensado e organizado para que se possa atinja os objetivos do cliente. Segundo ela, a característica mais forte do evento é o relacionamento, pela capacidade de reunir em um mesmo espaço a empresa e seu público-alvo. "O evento tem alto poder de memorização", comentou Daniela.

Já Lisete disse que a experiência em eventos conta muito, mas hoje empresas e profissionais da área estão se preocupando em inovar e em utilizar as novas tecnologias. "O evento é um negócio e pequenas coisas fazem uma grande diferença no resultado", afirmou a relações públicas.

"Ainda a imprensa como o quarto poder" foi o tema proposto aos jornalistas Ciro Fabres, Paulo Cancian e Guilherme Arruda. A mediação do debate foi feita pela diretora da CIC Zeli Dambros, que também é formada em Jornalismo. Para Fabres, o jornalista não tem o poder nas mãos, mas pode interferir no rumo dos acontecimentos. Segundo ele, criou-se uma cultura no País de que o jornalista seria o artífice dos fatos e que seu desempenho pode produzir modificações na realidade. "Mas o jornalista não tem o poder de fazer acontecer", ponderou Fabres.

Já Paulo Cancian conceituou o jornalista como um sonhador, idealista, apaixonado pelo que faz e tem a ilusão de que é agente de transformação da sociedade. "Somos o quarto poder enquanto solidários às causas que a comunidade abraça", alegou. Para Cancian, os profissionais de Jornalismo só sobreviverão pela qualidade das suas fontes e pela postura ética. "Isso vai garantir nossa permanência no mercado de trabalho. Precisamos começar transformando o nosso meio", defendeu o jornalista.

Guilherme Arruda lembrou o surgimento da expressão "quarto poder" e que ela se justificou a partir do momento em que a mídia assumiu o papel de defender as instituições, sendo o vigilante do poder do Estado, das leis e da gestão dos estadistas. "O tema é inesgotável", salientou.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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