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Sindicatos Patronais recorrem à Justiça contra mudanças no Fator Acidentário de Prevenção

Gerais

Publicado em 07/01/2010

Em reunião na CIC, lideranças contestaram aplicação do FAP que vai onerar folha de pagamento das empresas
Em reunião na CIC, lideranças contestaram aplicação do FAP que vai onerar folha de pagamento das empresas

A Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) promoveu uma reunião nesta quinta-feira (7) com Sindicatos Patronais para debater a aplicação da nova metodologia adotada pelo Ministério da Previdência Social para o cálculo do Seguro de Acidente do Trabalho (SAT). Conforme relato das lideranças, os empresários estão indignados e descontentes com o aumento dos encargos na folha de pagamento e pretendem ingressar na Justiça, seguindo exemplo de uma empresa catarinense que conseguiu suspender a aplicação.

As lideranças reclamam que a nova metodologia da Previdência aumentará a porcentagem do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e a maioria das empresas será punida pelas mudanças, que entraram em vigor em 1º de janeiro, mas com recolhimento somente em 20 de fevereiro. "Toda a indústria foi penalizada. Vai haver um aumento no custo da folha de pagamento. A lei está injusta e vamos tomar as medidas legais para tentar corrigi-la", afirmou o presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás), Orlando Marin.

O presidente da CIC, Milton Corlatti, ressaltou que se a entidade não tem legitimidade para entrar na Justiça e se posicionar contra o FAP, os Sindicatos podem e devem fazê-lo. "Se não manifestarmos nosso descontentamento, nada vai acontecer e, mais uma vez, os empresários vão pagar a conta", declarou Corlatti.

O advogado João Carlos Basso, do escritório Zulmar Neves Advocacia S/C, explicou que as empresas têm até o dia 11 de janeiro para entrar com processo administrativo em caso de erro, e contra a lei, preferencialmente, antes da cobrança em fevereiro.

Algumas das lideranças informaram que grandes empresas da cidade já acionaram seus departamentos jurídicos para tratar deste assunto. Dessa forma, a ideia é de que os Sindicatos Patronais se somem a elas e formem uma avalanche de ações contra o FAP, pressionando pela correção do cálculo.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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