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CNI pede medidas de estímulo ao investimento e contenção da valorização do real

Gerais

Publicado em 17/11/2009

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Armando Monteiro Neto, exigiu nesta terça-feira em discurso no 4º Encontro Nacional da Indústria medidas de estímulo ao investimento e de contenção da valorização do real. Segundo ele, é preciso abrir espaço para o aumento do investimento público e privado.

Para isso, o presidente da CNI defendeu a completa desoneração dos investimentos e a aprovação de marcos regulatórios eficientes, bem como o fortalecimento da qualidade e independência dos órgãos de regulação.

— Devemos mudar o eixo da recuperação da economia via consumo para o modelo investidor — afirmou.

Segundo ele, hoje os sinais do governo em relação aos investimentos são "ambíguos". Monteiro Neto disse que a decisão do reajuste dos aposentados reforça o modelo de consumo e os modelos de exploração do pré-sal "são pouco amigáveis ao capital privado".

— Há uma excessiva centralização na Petrobras — criticou.

De acordo com ele, a evolução dos gastos correntes do governo também é um inibidor da ousadia necessária em direção a mudanças estruturais. Monteiro Neto considera preocupante o aumento dos gastos com pessoal e dos gastos correntes, reduzindo o espaço para investimentos do setor público. Ele defendeu a necessidade de reduzir o custo Brasil e avançar na agenda da competitividade.

— A valorização do real, que agrava o problema, exige mais celeridade na busca da competitividade — afirmou.

Segundo Monteiro Neto, a questão do câmbio é preocupante. Ele afirmou ter consciência de que não há solução fácil e que o processo de enfraquecimento do dólar parece inexorável. Disse que há várias frentes de batalha nessa área. A primeira, citou, são as discussões sobre o dólar e demais moedas no G-20 (grupo das 20 maiores economias do mundo).

— Preocupa-nos o valor da moeda chinesa e os movimentos de arbitragem em relação ao Brasil — destacou.

Outra questão, destacou, é a discussão dos aperfeiçoamentos da política cambial, de práticas operacionais do Banco Central e de um eventual movimento em direção à convertibilidade. Monteiro Neto disse que a indústria não aceita uma posição do governo que não seja ativa.

— A indústria não pode ser desmontada por fatores conjunturais.

Ele afirmou ainda que é preciso uma medida firme e extraordinária, se necessário, em relação a moeda brasileira.

O presidente da CNI também defendeu a necessidade de redução do custo de capital e do spread bancário (diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes).

— Estou convicto de que podemos remover tais entraves ainda nesse governo — afirmou.

Fonte: Jornal Pioneiro

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