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Sucessão familiar: ninguém continua o sonho de outro

Gerais

Publicado em 09/11/2009

Tema foi abordado por Magda Ehlers na reunião-almoço da CIC desta segunda-feira
Tema foi abordado por Magda Ehlers na reunião-almoço da CIC desta segunda-feira

Ninguém continua o sonho de outro. Essa foi uma das ideias deixadas pela psicóloga Magda Geyer Ehlers em palestra na reunião-almoço desta segunda-feira (9) da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). O evento ocorreu em parceria com o Banco da Mulher Caxias do Sul. A diretora do escritório Geyer Ehlers & Associados e do Instituto Sucessor abordou o tema sucessão na empresa familiar. Segundo ela, o processo de sucessão não tem fórmula. "Cada caso é um caso."

Para a psicóloga, o processo de sucessão se inicia na educação em casa, com a disseminação de valores familiares. "Aqueles que tiverem uma visão de 10 anos para frente têm maior chance que a sucessão dê certo. Podemos ter uma sucessão toda de profissionais, num primeiro momento, e preparar alguém da família para mais tarde. A pressa muitas vezes coloca em risco todo o processo", explicou. De acordo com ela, as empresas conservadoras têm mais dificuldades para fazer a sucessão.

Magda apresentou as etapas do processo de mudança de gestão, que se inicia com a insegurança; o desejo de mudança e continuidade; a revisão de valores e princípios; o pacto de continuidade; a humildade para aprender; passa pelo o acordo de acionistas até chegar ao um novo modelo de gestão, e retorna para a insegurança, num círculo que acontece sempre.

Nesse processo, sucessor e sucedido são fundamentais. Na concepção da consultora, o novo gestor deve querer participar e estar preparado para um processo contínuo de mudança, respeitando o passado da empresa, ao mesmo tempo em que o fundador ou ex-gestor precisa sentir-se concluindo uma missão e iniciando outra, confiando plenamente em seu sucessor. "A empresa escolhe a pessoa que melhor for trazer resultado. O sucessor deve ter atitude de vencedor, autonomia para sentir-se dono do negócio, constante atualização, autoridade do cargo, e não do sobrenome, e saber se antecipar aos problemas", observou.

Magda ressaltou que, além do sucessor, a participação dos demais colaboradores, bem como de outros familiares, é de suma importância para o sucesso da gestão. "Não tem lugar para herói dentro da empresa familiar", frisou.

Alguns conceitos e temas polêmicos relacionados ao assunto foram discutidos por ela, como o fantasma da 3ª geração. "Geralmente a terceira geração é responsabilizada por um fracasso que não é seu, mas da incompetência da segunda geração que deixou problemas e falhas a serem corrigidas", disse. A liberdade na educação dos jovens também pode ser um risco na hora de contar com eles para a sucessão familiar. "A variedade de opções perturba os jovens. Eles podem tudo. Se eu puder dar uma dica, a base de todo o processo é a estrutura familiar, seus valores e princípios. Esse é o maior legado das empresas", argumentou.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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