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No hospital do futuro, pessoas passarão de pacientes a gerenciadores de sua saúde
Publicado em 01/09/2009
Atualmente, os hospitais se organizam a partir da sua visão de saúde ou da visão dos médicos e da medicina. O surgimento de um "novo paciente", cujo conceito de geração de valor à pessoa passa a ter destaque, determinará uma mudança na forma como as instituições de saúde definirão o seu negócio. A opinião é gestor do Hospital Saúde, o médico Flávio Borges, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (31). O evento comemorou os 35 anos do Hospital Saúde.
De acordo com Borges, a pessoa assumirá o gerenciamento da sua saúde, passando de paciente a gerente, fazendo com que, nos hospitais do futuro, toda a equipe médica tenha um objetivo comum centrado na pessoa, organizando sei serviços em torno de práticas medicamente integradas. "As pessoas vão procurar aquilo que agregar valor a sua saúde e que irá oferecer os melhores resultados ao menor custo", explicou o médico.
Ainda com relação à saúde, o palestrante disse que os hábitos pessoais, alimentação, atividades físicas, fumo e estresse afetam diretamente a qualidade de vida das pessoas. Ter uma vida saudável, segundo o médico, é uma decisão pessoal, já que entre os fatores que influenciam na capacidade de estar saudável o estilo de vida representa 48%. "Gastamos muito tempo e recursos em torno da doença e não da saúde", ressaltou Flávio Borges.
O gestor do Hospital Saúde apresentou dados divulgados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), órgão da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, sobre a saúde dos trabalhadores brasileiros. De acordo com a pesquisa:
Estatisticamente, se você tem 100 pessoas em sua empresa:
- 1 usa cocaína
- 50 sentem-se estressadas
- 10 bebem muito
- 25 fumam
- 60 passam o dia todo sentadas em seu trabalho
- 31 são sedentárias convictas
- 27 têm doenças cardiovasculares
- 30 têm pressão alta
- 5 têm diabete diagnosticada
- outras 5 têm diabete não diagnosticada
- 50 ou mais têm colesterol alto (acima de 200 mg/dl)
- 30 estão 20% ou mais acima do peso ideal
- 6 fumam maconha
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC