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Utilização dos plásticos na vida moderna é debatida na CIC

Gerais

Publicado em 25/08/2009

Presidente da Plastivida palestrou na reunião-almoço desta segunda-feira - Foto: Julio Soares/Objetiva
Presidente da Plastivida palestrou na reunião-almoço desta segunda-feira - Foto: Julio Soares/Objetiva

Os 20 anos do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) foram comemorados durante a reunião-almoço de 24 de agosto. O presidente da Plastivida Instituto Socioambiental dos Plásticos, Francisco de Assis Esmeraldo, palestrou sobre a importância dos plásticos na vida moderna. Entre os argumentos usados pelo engenheiro químico para promover a utilização ambientalmente correta do produto estão os de que todos os plásticos, sem exceção, são 100% recicláveis, além de competitivos e reutilizáveis. Esmeraldo revelou que uma campanha nacional a ser lançada em setembro deverá esclarecer a população sobre o consumo responsável das sacolas plásticas.

Uma pesquisa encomendada pela Plastivida mostrou que 100% reutilizam a sacola plástica como saco de lixo; 75% são amplamente favoráveis ao seu fornecimento pelo comércio; e 71% consideram a forma ideal de transportar as compras. Os resultados da pesquisa levaram o instituto a promover uma campanha para a produção de sacolas plásticas com qualidade depois que se constatou que as embalagens sofreram 23% de redução na espessura nos últimos nove anos. "As sacolas plásticas não atendiam à Norma Técnica da ABNT em função da baixa qualidade". Em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a Plastivida desencadeou uma campanha para adequação às normas e, com isso, evitar o uso em excesso de sacolas plásticas, que eram utilizadas em duplicidade.

Além da redução e da reutilização, a reciclagem é o terceiro "R" das boas práticas sustentáveis, afirmou Esmeraldo. Com o aumento da coleta seletiva do lixo, a reciclagem energética é uma das alternativas para a solução dos problemas gerados pelos resíduos urbanos a partir da sua transformação em energia elétrica e térmica. "Isso só é possível graças à presença do plástico no lixo urbano", observou o palestrante. Segundo ele, atualmente, mais de 150 milhões de toneladas de lixo rubano são tratadas por cerca de 850 usinas de reciclagem energética instaladas em 35 países. "A reciclagem caminha para um crescimento rápido", disse.

A posição da Plastivida em relação ao plástico biodegradável é de que se trata de um exemplo de atitude enganosa, porque, segundo Esmeraldo, não se tem conhecimento de nenhum estudo nacional ou internacional de entidades oficiais que atestem a oxibiodegradação dos plásticos. "A palavra biodegradável é altamente sedutora", comentou. No entanto, alertou, o uso de aditivos aumentam o custo das sacolinhas plásticas; os plásticos se fragmentarão impedindo a sua coleta seletiva; poderão ser ingeridos por animais; contaminarão lençóis freáticos, rios e mares; e prejudicarão a qualidade dos plásticos reciclados. "A maioria da população acredita que todo produto biodegradável, inclusive os plásticos, desaparece na natureza. Nada mais errado, enfatizou o presidente da Plastivida.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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