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Empresários discutem restrições ao comércio bilateral Brasil-Argentina

Gerais

Publicado em 19/08/2009

Os entraves que impedem maior intercâmbio comercial entre Brasil e Argentina foram debatidos num encontro que reuniu empresários e o cônsul-geral da Argentina em Porto Alegre, Jorge Alberto Biglione, nesta quarta-feira (19), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). Liderados pelo presidente da CIC, Milton Corlatti, os empresários locais pediram a interferência do cônsul junto ao governo argentino para rever a exigência de licença para a entrada de produtos nacionais no paíz vizinho. Por sugestão de Corlatti, será promovida uma rodada de negociações entre empresários dos dois países durante a realização da Mercopar, em outubro, aproveitando a vinda de expositores e visitantes argentinos a Caxias do Sul.

"Certas exigências governamentais da Argentina não facilitam o processo de comércio bilateral", destacou o diretor de Vendas e Marketing da Agrale, Flavio Crosa. Apesar das dificuldades, Crosa revelou que a empresa continua acreditando e apostando no mercado argentino. Com uma unidade desde outubro de 2008 na cidade de Mercedes, província de Buenos Aires, produzindo cerca de 80 chassis de midi e micro-ônibus/mês, a Agrale pretende, até o mês de outubro deste ano, instalar linha de montagem de caminhões no país vizinho.

Para Jorge Biglione, o caminho para a flexibilização destas regras é a pressão do setor privado e sugeriu maior aproximação entre empresários caxienses e argentinos na busca de soluções conjuntas. O cônsul se colocou à disposição da CIC para articular o encontro junto aos empresários argentinos ligados à Associação das Indústrias Metalúrgicas da República Argentina (Adimra). Para Biglione, a Adimra é o verdadeiro interlocutor para as negociações.

A Intral, que avalia o mercado argentino há quase dois anos, é uma das empresas que estão enfrentando restrições nas licenças de exportação de produtos elétricos, segundo revelou o gerente de Exportação, Osmar Mangini. Já o diretor Administrativo e Financeiro do Grupo Voges, Nestor Fabian, afirmou que a taxa de câmbio complica a competitividade dos produtos brasileiros. A Voges possui um Centro de Distribuição de motores na Argentina.

Também participaram do encontro o vice-presidente de Indústria da CIC, Carlos Heinen, e os diretores da entidade Marcus D'Arrigo, Plínio Mioranza, José Valtoir de Almeida, Maurício Gravina e Victor Hugo Gauer.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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