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Empresários manifestam preocupação com reajuste tarifário da RGE
Publicado em 02/07/2009
Uma reunião realizada na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta quarta-feira (1º), entre empresários e a direção da Rio Grande Energia (RGE), debateu o reajuste tarifário anual da distribuidora. As novas tarifas entraram em vigor em abril e provocaram reflexos no custo dos produtos dos consumidores industriais. Os empresários cobraram explicações para o aumento das tarifas, por considerarem os indíces elevados. O vice-presidente de Indústria da CIC, Carlos Heinen, ressaltou que o encontro teve por objetivo fornecer as explicações que justifiquem os critérios da revisão tarifária da RGE.
De acordo com gerente regional da RGE, José Carlos Tadiello, concretamente, o reajuste médio foi de 3,34%. Os índices aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foram: A1 (230 kV) 8,17%; A3 (69 kV) 10,65%, A3a (34,5 kV) 6,68%, A4 (2,3 a 25 kV) 7,46%. Tadiello explicou que os percentuais de reajuste da distribuidora refletem, dentre outros fatores, o aumento da cotação do dólar, que influencia o custo do contrato de suprimento da energia de Itaipu. Outro fator que contribuiu para os valores aprovados foi o aumento da compra de energia proveniente de usinas termelétricas, mais caras, decorrente dos leilões de energia nova, além do repasse às tarifas do aumento dos custos com o Encargo de Serviços do Sistema (ESS), que tem como atribuição garantir a segurança energética.
Novos encontros deverão ser agendados para tratar a situação por setores da economia. A ideia é realizar uma reunião com representantes da Aneel para pressionar mudanças no modelo de revisão tarifária periódica e nos percentuais de repasses automáticos das distribuidoras para os demais agentes do sistema elétrico nacional.
Os empresários também pediram que a RGE volte a ofertar energia interruptível, alternativa em que as concessionárias negociam com grandes consumidores que dispõem de geradores sobras de energia para serem utilizadas em horários de pico, quando a tarifa é cerca de sete vezes mais alta. Os contratos de fornecimento de energia interruptível da RGE foram cancelados em dezembro de 2008, sob a alegação de que a distribuidora não dispunha de excedente de energia.
O rompimento, segundo o diretor do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico (Simecs), Claiton Pires, aconteceu num dos piores momentos da economia, fazendo referência à crise internacional. "Estamos pleiteando que a RGE tenha sobra de energia para ofertar aos grandes consumidores de Caxias do Sul e Região", destacou Pires. Empresários da indústria plástica também participaram do encontro.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC