Notícias
"Queremos ser ouvidos", afirma Paulo Tigre sobre medidas anticrise
Publicado em 23/03/2009
Saber o que pedir, como pedir e, principalmente, medir o tempo e a velocidade com que uma medida de governo chega às empresas que dela precisam para reagir à crise é o desafio das entidades empresariais diante do cenário de incertezas. Este foi o tom da palestra do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre, na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (23). "Já pedimos tudo, agora temos de ser ouvidos e fazer acontecer", ressaltou Tigre.
Entre os principais reflexos da crise, o presidente da Fiergs citou a restrição ao crédito, a queda nas exportações e o aumento do protecionismo. Paulo Tigre acredita que estas condições vão exigir, cada vez mais, habilidade, inovação e muito trabalho para lidar com a nova realidade do mercado. "Trabalhar é a única maneira para sair da crise", alertou Tigre.
Segundo o presidente da Fiergs, a crise já foi debatida exaustivamente e em inúmeros fóruns, expondo a necessidade de se ter um foco para construir propostas que fortaleçam as empresas e solidifiquem os postos de trabalho. "Precisamos não só de garantias de emprego, mas de medidas para fazer com que a economia cresça, afirmou".
Para tanto, Paulo Tigre entende que a pressão das entidades empresariais sobre o Congresso Nacional poderá gerar soluções que venham a favorecer os setores da economia, colocando em prática projetos que acertem os rumos da política econômica. Para ele, afora a redução do IPI para a venda de veículos, pouco efetivamente foi feito para aplacar os efeitos da crise. "Muito precisa e pode ser feito, beneficiando todas as cadeias produtivas. Cada nível de governo pode fazer algo em favor da empresa, o que repercutirá positivamente no trabalhador." Citou, como exemplo, o fato de a Lei da Pequena e Micro Empresa do Rio Grande do Sul ter sido adotada, até agora, por somente quatro municípios, enquanto em Minas Gerais o número já passa de 200.
Tigre também destacou como essencial a retomada do crédito e do financiamento internacional para que a economia brasileira retome, gradualmente, sua normalidade. Reconheceu que o financiamento tende a ser mais complicado porque todos os países estão com problemas. Já o crédito para estimular o consumo depende basicamente de ações efetivas dos governos. "Assim como teve coragem de manter as taxas de juros nos níveis mais elevados, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, deve ter a mesma posição e nos surpreender com juros bem menores do que esperamos."
Em sua manifestação, o presidente da CIC, Milton Corlatti, entregou a Paulo Tigre uma cópia dos documentos que a entidade, juntamente com os presidentes de Sindicatos Patronais e de Trabalhadores, elaborou para encaminhar aos governos federal, estadual e municipal. Neles, empresários e trabalhadores sugerem medidas para evitar o agravamento da crise. Tigre afirmou que os documentos serão anexados aos pedidos da própria Fiergs e terão o apoio da entidade para chegarem às mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos ministros da área econômica e à governadora Yeda Crusius.
Site
Durante a reunião-almoço, o diretor de Novas Tecnologias Daniel Zanchi apresentou o novo portal da CIC na internet. Segundo Zanchi, o site foi totalmente remodelado para ser um canal de comunicação direto com os associados, diretorias e visitantes. "O objetivo é fornecer as novidades relativas à atuação da CIC, informar as atividades e projetos das Diretorias Departamentais, anunciar eventos promovidos e apoiados pela entidade, indicadores econômicos e artigos técnicos, além de ser um local onde possamos disponibilizar vídeos e fotos sobre as ações já realizadas", explicou Daniel Zanchi.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC