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Crise internacional oferece oportunidades à economia brasileira

Gerais

Publicado em 06/11/2008

A crise global poderá, para o Brasil, se tornar uma oportunidade. A opinião é do economista Antônio Corrêa de Lacerda, palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) na segunda-feira (3). Segundo ele, o País está melhor preparado para enfrentar os efeitos da desaceleração mundial, graças, entre outros fatores, ao nível de reservas e à dívida externa reduzida. “A mídia exagera na avaliação da crise, afetando negativamente o comportamento do consumidor”, afirmou o economista-chefe da Siemens, para quem o Brasil tem condições de até sair ganhando nesta crise.

Para Lacerda, as oportunidades para a economia brasileira estão tanto no mercado doméstico como no mercado externo. Além do espaço que há para crescer no volume crédito/PIB, que hoje é de 40%, existe demanda reprimida na infra-estrutura de energia, transportes, saneamento básico, siderurgia e mineração. Na área externa, a desvalorização do real aumenta a competitividade da produção brasileira diante dos importados e incentivará as exportações.

Além disso, acrescentou o economista, as exportações representam somente 15% do PIB e são diversificadas quanto ao destino, o que aumentam as chances de o Brasil ampliar sua participação no mercado mundial. Lacerda acredita ainda que a queda nos preços das commodities e a acomodação do ritmo de crescimento da demanda interna vão amenizar as pressões inflacionárias, abrindo espaço para cortes nos juros.

Os riscos, segundo Lacerda, também existem, e entre eles o fato de que a crise financeira poderá postergar investimentos públicos e privados na indústria e na infra-estrutura e de que a desaceleração da demanda nos Estados Unidos, Zona do Euro e Japão irá impactar o desempenho da economia mundial em 2008 e 2009, inclusive o Brasil, que não vai repetir no segundo semestre o mesmo crescimento de cerca de 6% experimentado nos primeiros seis meses do ano. O mais provável é que o crescimento do PIB em 2009 não passe de 3%, prevê o economista. “Não dá para renegar a crise, mas o Brasil tem todas as condições de superá-la e manter os seus planos de longo prazo”, analisou.

A reunião-almoço com a presença de Antônio Corrêa de Lacerda foi alusiva aos 18 anos da Realcenter, que atua no mercado de materiais elétricos através da distribuição e comercialização de soluções em eletricidade.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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