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Retração no comércio mundial pode representar oportunidade para o Brasil
Publicado em 22/10/2008
O processo de retração em curso no comércio mundial indica que, de fato, as projeções dos especialistas devem mesmo se confirmar e as exportações brasileiras permanecerem estáveis em torno dos US$ 200 bilhões/ano nos em 2009 e 2010. Para o diretor Corporativo e de Relações com Investidores da Randon, Astor Schmitt, que palestrou na reunião-almoço desta segunda-feira (20), sob a ótica do crescimento experimentado até agora, este desempenho pode significar um freio. No entanto, do ponto de vista do mundo que começa a se retrair, a estabilidade das exportações brasileiras, além de ser um grande desafio, será considerada uma vitória.
Para Schmitt, no curto prazo, se o crescimento da economia brasileira atingir índices positivos, isto se dará preponderantemente graças ao mercado interno, o que, em sua opinião, abre uma imensa oportunidade ao Brasil no mercado internacional. Segundo o empresário, se o País dobrar as nossas vendas ao exterior, ainda assim chegará a algo em torno de 2,5% das exportações mundiais, disse. “As oportunidades são excepcionais: é confiar, trabalhar e persistir”, enfatizou. Recomendou ainda que as empresas mantenham seus planos de investimentos.
Além de lidar com uma crise mundial e seus efeitos, outro grande desafio do Brasil é interno. Para Schmitt, o País precisa deixar de ser um barato – vender produtos baseados em insumos e mão-de-obra barata e câmbio caro – para se tornar competitivo. Para melhorar os níveis de competitividade, o palestrante recomenda investimentos em tecnologia, inovação, gestão ambiental e na eficiência e eficácia dos processos de produção.
Deficiências na infra-estrutura logística e regras mais estáveis no sistema tributário são outros dois obstáculos a serem enfrentados pelo Brasil neste novo cenário. Para Schmitt, o País precisa ser mais dinâmico e agir para assegurar mecanismos de defesa comercial de natureza tributária ou não. Mas mesmo com tantos desafios, o Brasil reúne algumas vantagens: mercado interno forte, pauta diversificada e existência de cadeias produtivas estruturadas para o comércio exterior são as principais, enumerou o empresário.
A palestra de Astor Schmitt fez parte da programação do 7º Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha, que neste ano teve a Ásia como tema.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC