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Exército quer ampliar cadastro de empresas de interesse nacional

Gerais

Publicado em 05/08/2008

Depois de sofrer um processo de atraso e sucateamento nas décadas de 80, 90 e boa parte dos anos 2000, a mobilização nacional, prevista na Constituição, ganhou novo fôlego no ano passado com o advento da Lei nº 11.631/07, que criou o Sistema Nacional de Mobilização (Sinamob). A aprovação desse aparato legal supriu a carência existente no ordenamento jurídico do País para tratar sobre a mobilização e a desmobilização nacionais. O tema foi apresentado na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), na reunião-almoço desta segunda-feira (4), pelo chefe da Seção de Mobilização de Recursos Logísticos do Comando da 3ª Região Militar, Coronel Vanderlei Soares Ocanha, que, em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), percorreu o Estado com o objetivo de atualizar os conceitos de mobilização nacional e divulgar entre os empresários os procedimentos para o cadastramento de empresas de interesse para a mobilização de recursos logísticos. Caxias do Sul encerrou o circuito pelo Interior gaúcho.

De acordo com o Coronel Ocanha, a mobilização tem como objetivo preparar o País tanto para fazer frente a uma agressão estrangeira como para a segurança nacional, incluindo as situações de calamidade. Vinculado ao Ministério da Defesa, o Sinamob é composto por 10 órgãos do governo federal. É de sua responsabilidade gerir a Política Nacional da Indústria de Defesa que, entre outros objetivos, visa a diminuir a dependência externa em produtos estratégicos de defesa, estimulando a produção nacional. Os encontros com empresários buscam ampliar o número de empresas cadastradas, aptas a participarem das etapas de pesquisa, desenvolvimento, produção, distribuição e manutenção de produtos estratégicos de defesa, tanto de bens quanto de serviços. Para exemplificar como o sistema funciona, o Coronel Ocanha revelou que a Agrale, que já fornece os utilitários Marruá para o Exército, antes adquiridos no exterior, passará em breve a vendê-los à Marinha.

Segundo o coronel, os recursos logísticos a serem levantados são os suprimentos militares, como alimentos, equipamentos e vestuário, combustíveis e lubrificantes, materiais de construção, armamento e munição, material de engenharia, comunicações e eletrônica, medicamentos e materiais de saúde, viaturas, peças e manutenção, saúde, transporte e serviços de assistência social.

Com esta aproximação entre os segmentos empresarial e militar, o Exército brasileiro esperar criar um banco de dados confiável, e conhecer e identificar a capacidade de produção das empresas nacionais, esclareceu o Coronel Ocanha.

As empresas interessadas em fazer parte deste cadastro, podem obter mais informações pelo telefone (51) 3220-6345 ou pelo e-mail ocanha@3rm.eb.mil.br

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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