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Bancos Sociais transformam desperdícios em benefícios a comunidades carentes
Publicado em 29/07/2008
Depois de identificar que a fome era um dos flagelos do Estado, o Conselho de Cidadania da Fiergs fundou, em 2000, o primeiro Banco de Alimentos do País, seguindo o modelo existente em outros países. A iniciativa dava início no Rio Grande do Sul ao projeto dos Bancos Sociais, que hoje atua para transformar desperdícios em benefícios a comunidades carentes. Já são 13 Bancos Sociais em funcionamento, operacionalizados e administrados pela Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) mantida pelo Sistema Fiergs. “Nossa responsabilidade não termina no portão das nossas casas”, afirmou o diretor-superintendente da fundação, Paulo René Bernhard, que foi o palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (28).
Graças ao êxito da criação do Banco de Alimentos de Porto Alegre, que hoje arrecada e distribui 200 toneladas de mantimentos a 21 mil famílias, mais dez unidades foram inauguradas no Rio Grande do Sul, incluindo Caxias, que já supera a marca de 50 toneladas/mês de alimentos. As doações são repassadas gratuitamente a entidades assistenciais cadastradas, que recebem ainda orientação e cursos de capacitação. “No mínimo, estamos fazendo a diferença”, acentuou Bernhard. Ao todo, os Bancos de Alimentos gaúchos distribuem 600 toneladas/mês.
Estimulados pelo sucesso alcançado pelo Banco de Alimentos, a Fiergs identificou a real situação das populações carentes e suas principais demandas. Isto tornou viável a oferta de excedentes industriais de diferentes segmentos, o que deu origem ao Banco de Projetos Comunitários, Banco de Dados, Banco de Voluntários, Banco de Vestuários, Banco de Mobiliários, Banco de Medicamentos, Banco de Resíduos. Banco de Órgãos e Transplantes, Banco de Tecido Humano, Banco de Refeições Coletivas, Banco de Computadores e Banco de Materiais de Construção.
De acordo com o diretor-superintendente da fundação, a pretensão não é resolver o problema nem ocupar o lugar do governo, mas amenizar a situação de carência de muitas famílias, inserindo entidades de classe, empresas, empresários e sociedade na área de Responsabilidade Social.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC