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Brasil entra em cenário de inflação global, segundo economista

Gerais

Publicado em 01/07/2008

"Gostamos do Brasil menos do que ontem e provavelmente amanhã gostaremos menos ainda". Esta foi a mensagem que o economista Paulo Tenani, chefe de pesquisa para a América Latina do UBS Pactual repetiu por diversas vezes durante sua palestra na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (30), sobre estratégias de investimento no Brasil e no mundo.

"Estamos vendo um cenário global de aterrissagem da economia", frisou. De acordo com o especialista, como reflexo deste novo cenário, o otimismo generalizado experimentado na economia nacional está diminuindo e levando o mercado a uma situação mais realista. O País, segundo ele, está entrando no cenário de inflação global. No Brasil, a inflação vai ser mais alta do que o mercado está esperando, assim como os juros vão subir acima da expectativa, alertou.

Neste cenário de incertezas, os investidores também precisam ter cautela. Tradicionalmente, segundo Tenani, o mercado de ações brasileiro sempre foi visto como investimento de alto risco. Desde 1999, a volatilidade do índice Brasil MSCI ficou acima de 11% ao mês, quase o triplo do observado nos Estados Unidos e o dobro da média dos países emergentes. Além disso no Brasil acontecimentos que deveriam ser considerados como pouco prováveis acontecem com freqüência.

De acordo com o economista, no mercado acionário brasileiro ganhos ou perdas superiores a 22% em um único mês ocorrem, em média, uma vez a cada 15 meses. No entanto, explicou, se ocorresse uma distribuição normal, fatos assim aconteceriam uma vez a cada 27 meses, quase a metade de sua freqüência normal. "As ações brasileiras são, de fato, de alto risco", afirmou Tenani.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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