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Economia de Caxias do Sul registra crescimento de 11,22% no acumulado de 2008
Publicado em 29/05/2008
Em relação a março, a economia de Caxias do Sul apresentou queda de 0,09% no mês de abril. Com este desempenho, o acumulado nos primeiros quatro meses de 2008 é de 11,22% e nos últimos 12 meses, de 11,67%. Na comparação com abril do ano passado, a economia caxiense apresentou crescimento de 11,59%. Os números foram divulgados nesta quinta-feira (29), durante coletiva à imprensa, pela Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL).
O levantamento mostra que o comércio foi o segmento que registrou o melhor desempenho do período: crescimento de 2,39% em relação a março, seguido pela indústria, que teve alta de 1,57%. Já o setor de serviços apresentou comportamento negativo de 4,36%. No acumulado do ano, o comércio também teve o melhor resultado: 13,81% de crescimento. A indústria cresceu 12,3% no mesmo período, enquanto os serviços tiveram aumento de 4,33%. De acordo com o diretor de Economia e Estatística da CIC Mauro Corsetti, o crescimento da indústria manteve ritmo elevado graças ao setor metalúrgico de bens de capital.
Em relação aos postos de trabalho, o estudo aponta a criação de mais de 1.300 vagas em abril, totalizando 147.503 empregos formais. No quadrimestre, o total de novos empregos foi superior a seis mil. A indústria foi o segmento que mais empregou nos primeiros quatro meses do ano: 3,77%. Em seguida aparecem os serviços, com alta de 3,51%, e o comércio, com desempenho positivo de 1,19%.
Apesar do bom desempenho da economia no primeiro quadrimestre o ano, o vice-presidente de Comércio da CIC, Nelson Sbabo, revelou a preocupação da entidade com o cenário da economia para os próximos meses, em especial com os reflexos da alta dos preços de alguns insumos, como o óleo diesel. O diretor de Economia e Estatística Alexander Messias frisou que a geração de novos empregos é conseqüência do crescimento da economia e criticou a proposta de redução da jornada de trabalho, defendida pelas centrais sindicais, e a recriação de um imposto para a saúde.
Também participaram da coletiva o diretor do SPC, Pedrinho Ferrarini, e o consultor de Economia e Estatística da CIC, Cleber Crema.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC