Notícias

Noronha revela números do desenvolvimento chinês

Gerais

Publicado em 01/04/2008

A China dá muita importância para o comércio internacional e já estabeleceu um diálogo privilegiado com os Estados Unidos, mas isto ainda não acontece com o Brasil, porque o País não tomou a iniciativa. A análise foi feita pelo advogado Durval de Noronha Goyos Jr, sócio da Noronha Advogados, durante palestra na reunião-almoço da CIC desta segunda-feira (31). Os principais fundamentos econômicos, o comércio exterior, os aspectos mercadológicos e as cooperações entre Brasil e China foram esmiuçados pelo especialista, que mantém um escritório em Xangai desde 2001.
Nossa economia vai muito bem, mas não se compara com a economia chinesa, afirmou Noronha. Conforme apresentou, a estimativa de crescimento da economia chinesa é de 11% para este ano, enquanto o Brasil deve crescer a uma taxa de 5,5%. Na comparação do PIB, a China totaliza US$ 11,3 trilhões, contra US$ 1,929 trilhão do Brasil. Somente no ano passado, os investimentos diretos chineses no mundo atingiram US$ 89,2 bilhões, dos quais US$ 24,30 milhões foram no Brasil, os investimentos brasileiros no mundo somaram US$ 11,65 bilhões.
O agronegócio brasileiro se destaca na relação comercial com a China. O País figura em primeiro lugar no ranking das importações chinesas de suco de laranja, carne de frango, açúcar, café, tabaco, carne bovina e etanol. Com base nos números de janeiro, a estimativa é de que o saldo da balança comercial do Brasil com a China, em 2008, seja favorável à China em US$ 10,59 bilhões. Entre os principais produtos importados estão partes de aparelhos de telefonia e telegrafia, dispositivos de cristais líquidos, adubos e fertilizantes e terminais portáteis de telefonia celular.
Em relação ao mercado de aço, a comparação entre os dois países mostra que a produção na China deverá crescer 10% em 2008 e alcançar 540 milhões de toneladas. No Brasil, em 2007 o Brasil obteve recorde na produção que fechou a 40 milhões de toneladas, superior aos 30,9 milhões de 2006. Para 2008, a estimativa é de crescimento de 10,8%. Tanto no Brasil como na China, segundo Noronha, a construção civil e a indústria automobilística foram responsáveis pelo crescimento de cada um dos países.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

Publicidade