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Alckmin defende reformas estruturais para melhorar competitividade do Brasil
Publicado em 25/03/2008
Para o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (24), o governo já deveria ter aproveitado o bom momento do cenário nacional para acelerar as reformas estruturais, com o objetivo de melhorar a competitividade do Brasil e resolver dois de seus maiores problemas, que é a geração de empregos e de renda. A um público de aproximadamente 250 pessoas, Alckmin falou das propostas de reformas previdenciária, tributária e política.
“O fato é que a reforma tributária é necessária, pois não podemos continuar com um sistema tributário como o que temos”, disse o ex-governador. Ele, porém advertiu que é preciso ficar atento, porque a reforma tributária deve ser neutra sob o ponto de vista de carga. “Não é para ninguém perder nem aumentar receita. O que se busca é eficiência, simplificação, redução de custos e desburocratização. Se não ficarmos de olho, o governo aproveita a reforma para aumentar a carga tributária”, argumentou Alckmin, que ainda criticou: pior que a quantidade é a qualidade da carga tributária.
Candidato às eleições presidenciais de 2006, Alckmin salientou que o Brasil é injusto na forma como arrecada e na forma como devolve os impostos. Os pequenos, acrescentou, acabam pagando mais e o governo devolve de maneira desigual.
Entre as medidas importantes da reforma tributária em debate, de acordo com Alckmin, está a redução dos encargos sobre a folha de salários. O palestrante lembrou que o Brasil é vice-campeão do mundo em encargos sobre a folha e, por isso, segundo ele, grande parte da economia está na informalidade. “É um desestímulo à formalização do contrato de trabalho. Hoje tudo cai em cima da folha, inclusive a reforma agrária.”
Em relação à reforma política, o ex-governador paulista defendeu o voto distrital puro ou misto. O voto proporcional como é hoje, segundo ele, fortalece o corporativismo e enfraquece a relação entre o eleitor e o seu representante. Defendeu ainda a cláusula de barreira, a fidelidade aos programas partidários e o financiamento público de campanhas. Alckmin também mencionou que, no futuro, o País deveria discutir o sistema parlamentarista de governo, que, em sua opinião, poderia dar respostas mais rápidas à sociedade brasileira.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC