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Governo do Estado estuda vantagem para empresas com produção mais limpa

Gerais

Publicado em 11/03/2008


"O meio ambiente é impactado por qualquer coisa, até mesmo pelo nascimento de uma criança, e temos que aprender a gerenciar este dano". A afirmação é da diretora-presidente da Fepam, Ana Pellini, que palestrou na reunião-almoço da CIC desta segunda-feira (10). Para ela, apesar de temas como efeito estufa, aquecimento global, mudanças climáticas parecerem distantes da realidade da maioria das pessoas, existe uma consciência coletiva pela preservação do meio ambiente. Por ser alusiva ao Dia Internacional da Mulher, a reunião-almoço foi presidida pela vice-presidente de Serviços da entidade, Fúlvia Stedile Angeli Gazola.

Em relação aos resíduos industriais, Ana afirmou que a indústria tem feito a sua parte. Segundo ela, as empresas estão apresentando soluções efetivas para os resíduos que geram. "Temos grandes iniciativas", comentou. Esta, porém, tem sido a realidade das grandes empresas do pólo metalmecânico. A preocupação, de acordo com ela, é para onde as pequenas e médias empresas estão destinando seus resíduos, já que Caxias não dispõe de uma central de tratamento com esta finalidade. Para incentivar a produção mais limpa, Ana Pelini anunciou que o governo do Estado estuda a possibilidade de criar o ICMS ecológico, para beneficiar as empresas que cuidam do meio ambiente. "O poder público não pode ficar insensível a isso", alegou.

Ana Pellini acredita que se houver avanços na destinação do lixo e no tratamento do esgoto "é certo que teremos uma natureza mais preservada". O problema do lixo urbano, ressaltou, atinge não só o Brasil, mas todo o mundo, enquanto o esgoto é a pior causa de contaminação das águas e do subsolo. A presidente da Fepam, porém, elogiou a forma como Caxias do Sul trata seus resíduos domésticos e os investimentos que está fazendo em estações de tratamento de esgoto. Ana elogiou também o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) elaborado pela Universidade de Caxias do Sul para a construção de uma barragem no entorno do Arroio Marrecas.

Órgão que licencia e fiscaliza a atividade que implica em impacto ambiental, a Fepam já chegou a acumular oito mil processos à espera de análise. Desde que assumiu a direção, Ana praticamente zerou este estoque, e hoje apenas 932 processos aguardam liberação, segundo relatou. Outra informação repassada aos empresários foi em relação ao prazo para aprovação do projeto de zoneamento da silvicultura, hoje sob análise do Conselho Estadual do Meio Ambiente e que deverá estar pronto até 17 deste mês. "É o mesmo projeto diabonizado pela sociedade, mas ele sofreu ajustes. A Fepam está aberta para fazer tudo da melhor maneira, mas não dá para se omitir. O zoneamento terá de ser aprovado até o final do mês", justificou.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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