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Empresas familiares geram 50% dos empregos no Brasil

Gerais

Publicado em 06/03/2007

“A empresa familiar é, antes de tudo, um ideal que deu certo”. A definição foi dada pela diretora executiva da Family Business Network Brasil, Patrice Gaidzinski, durante palestra que proferiu na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (5). Ao falar sobre os desafios da gestão da empresa familiar, Patrice ilustrou com a experiência acumulada por sua família na condução da Eliane S.A Revestimentos Cerâmicos, de Santa Catarina, onde é membro do Conselho de Administração.

Entre os números que a especialista apresentou ao público empresarial caxiense, destaca-se o fato de que 50% a 60% das empresas familiares são responsáveis pela geração de 50% dos empregos no Brasil. “Temos uma força muito grande e precisamos reconhecer a sua importância”, frisou Patrice. Segundo ela, existem ferramentas que ajudam as empresas a gerir os negócios, a superar seus principais desafios e tornarem-se longevas e perenes. De acordo com a diretora da FBN Brasil, 80% das empresas não passam da terceira geração. Em contrapartida, de 15% a 20% das maiores companhias do mundo são controladas por famílias.

A sucessão é um dos grandes desafios das empresas familiares, na opinião da palestrante. Além da sucessão, a falta de planejamento estratégico da empresa e também da família e o não estabelecimento de acordos e da governança corporativa aumentam a probabilidade do negócio não passar da terceira geração. “A sucessão é um processo que se inicia no momento da abertura da empresa e acontece quando o fundador ainda está vivo e na ativa”, explicou Patrice.

Patrice também ressaltou que a empresa familiar de sucesso requer unidade e compromisso de todos os públicos envolvidos com a organização, conhecimento e confiança nos sócios e amor ao negócio. “Acredito nas empresas familiares. Não é fácil, mas existe uma grande diferença entre dificuldade e impossibilidade”, defendeu.

Calendário
A reunião-almoço com Patrice Gaidzinski abriu o calendário de reuniões-almoço em 2007. Ao saudar os participantes do evento, o presidente João Francisco Müller enfatizou que era uma satisfação para a CIC receber os associados no início de mais um ano de atividades. “Vamos estar juntos às segundas-feiras nos próximos 10 meses e, por esta razão, planejamos oportunizar a apresentação e o debate dos mais diferentes e instigantes temas. Nosso intuito é fazer com que os empresários possam pensar de maneira estratégica o rumo dos seus negócios”, frisou Müller na abertura da reunião-almoço.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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