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Pratini de Moraes diz que empresários é que fazem País crescer

Gerais

Publicado em 13/11/2006

"Quem faz o País crescer são os empresários", vaticinou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Marcus Vinicius Pratini de Moraes, na reunião-almoço desta segunda-feira (13). Ao afirmar que "não é com fórmula econométrica que se cria um milhão de empregos", Pratini de Moraes foi enfático ao dizer que os empresários precisam de confiança e apoio para voltar a gerar empregos e a acreditar no crescimento econômico.

Pratini de Moraes criticou a taxa de crescimento da economia brasileira que neste ano deverá ficar entre 2,5% e 3%, enquanto para 2007 a perspectiva gira ao redor de 3% a 4%. Segundo ele, não há bases para um crescimento maior devido às altas taxas de juros, à valorização do real, aos empecilhos da legislação trabalhista e previdenciária e à excessiva carga tributária, que hoje beira 40% do PIB. "Sou do tempo em que o Brasil crescia 12%", falou.

Sobre os juros, Pratini disse acreditar na reversão do cenário, porque a taxa tem caído de forma consistente. Em relação ao câmbio, porém, demonstrou maior preocupação. "O agronegócio foi muito atingido pela desvalorização do dólar. O câmbio tem jogado um papel perverso para o agronegócio e para todos os setores que empregam muita mão-de-obra", resumiu o ex-ministro. As críticas mais fortes do presidente da Abiec, porém, foram direcionadas à legislação trabalhista, previdenciária e tributária do Brasil.

Para Pratini, o atual sistema tributário reduz a produtividade da atividade econômica do País. "Falta coragem e audácia para mudar", sustentou. Segundo o ex-ministro, a Constituição de 88 consagrou o atraso e tornou a Nação ingovernável. "As reformas são para consertar os equívocos da Constituição de 88", afirmou.

Ao abordar o tema do agronegócio, Pratini apresentou estatísticas sobre a área de terra arável disponível no País e no mundo. De acordo com ele, o Brasil tem 90 milhões de hectares disponíveis para plantações, o equivalente a 5,5% do seu território. Se ampliada, esta área pode chegar a 400 milhões de hectares. "O mundo precisa do Brasil para comer. Somos a última reserva agrícola mundial, precisamos administrar isso com competência para gerar renda e empregos. Este é o nosso desafio", destacou. Em três safras, a produção de grãos no País aumentou 48,5%. Pratini atribui este bom desempenho à competência do produtor brasileiro e ao uso da tecnologia, especialmente em máquinas agrícolas. Para ele, o saldo da balança comercial brasileira foi gerado pelo agronegócio.

Projeto Vinícolas
Pratini de Moraes elogiou o projeto da CIC em que, a cada reunião-almoço, são apresentados e servidos os produtos de uma vinícola da região. "O marketing começa pela valorização do produto da nossa terra. Se queremos ser respeitados, temos que divulgar e dar mais valor às nossas coisas", assinalou o palestrante.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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