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Diretor-presidente das Lojas Renner critica carga tributária, informalidade e juros
Publicado em 30/10/2006
“Eu não tolerarei pagar mais nenhum centavo de imposto”, advertiu o diretor-presidente das Lojas Renner, José Galló, em palestra na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (30). Para Galló, não há mais espaço para aumento da carga tributária no Brasil. “Chegamos ao limite”, afirmou.
Ao mostrar o peso dos impostos para as empresas e para os brasileiros, o executivo enfatizou que 32% de tudo o que é arrecadado, hoje, acaba financiando a corrupção ou a ineficiência. Segundo Galló, o brasileiro trabalha 145 dias para pagar taxas, enquanto cerca de 40% do PIB do País é composto pelo recolhimento de impostos. “R$ 724,11 bilhões foi quanto os brasileiros pagaram de impostos e contribuições em 2005. Em média, cada brasileiro desembolsou R$ 4.063”, frisou o diretor-presidente das Lojas Renner.
Galló criticou também a taxa de informalidade na economia brasileira, que é uma das mais altas do mundo - 40% no Brasil contra 9% nos Estados Unidos, exemplificou. Para ele, a informalidade alta ajuda a explicar o atraso econômico do Brasil. “Uma redução de 20% na informalidade seria capaz de elevar a taxa de crescimento em pelo menos 1,5 ponto percentual. Significa dizer que o PIB do Brasil poderia aumentar 5% ao ano”, argumentou.
O palestrante lembrou ainda que o gasto com o custeio da máquina pública já superou os investimentos em R$ 700 milhões. Segundo Galló, no período entre 2002 e 2006, os gastos públicos aumentaram em média 9,5% ao ano, enquanto o PIB, no mesmo período, cresceu somente 3,88%. Sobre a taxa de juros, o palestrante citou o economista Stephen Kanitz, que afirmou que, em um país onde o Estado toma emprestado para si 80% da poupança do povo, a única forma de baixá-la é reduzir a dívida, devolvendo o dinheiro ao poupador brasileiro.
Para Galló, independentemente do resultado das eleições, o Brasil vai precisar de um gestor muito competente, porque será dificil colocar o País no lugar onde ele merece. Na sua opinião, até agora a potencialidade do Brasil não aconteceu", declarou.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC