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Ex-embaixador propõe revisão na política de comércio exterior brasileira
Publicado em 23/10/2006
Desenvolver uma agenda para revisar a política comercial externa do Brasil é papel da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) e das demais entidades empresariais brasileiras. A opinião é do presidente do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), José Botafogo Gonçalves, que palestrou na reunião-almoço da CIC nesta segunda-feira (23), dentro da programação do 5º Seminário de Negócios Internacionais da Serra Gaúcha. Segundo o ex-embaixador, o setor privado é que deve pautar as necessidades de mudanças tanto no mercado interno como no mercado externo e, especialmente, nas negociações que o Itamaraty está empreendendo com os blocos econômicos.
Botafogo traçou um perfil da política internacional adotada pelo Brasil desde as décadas de 50 e 60, período em que a substituição das importações tinha por objetivo proteger o mercado interno, até o desafio enfrentado pelas empresas a partir dos anos 90, quando o País sofreu um processo de abertura econômica. Segundo ele, este sistema não foi substituído por uma política externa consistente.
O presidente do Cebri classificou de medíocres os números do crescimento da economia brasileira nos últimos 20 anos e lamentou o fato de o País participar com apenas 1% do mercado mundial. Ele acredita que se houver um salto cultural, em que a iniciativa privada crie um pensamento autônomo de não esperar somente pelas decisões do governo, mas levar a ele as suas necessidades, as taxas de crescimento da economia brasileira e a inserção internacional podem aumentar.
Botafogo também defendeu limites à política protecionista e modernização no sistema tarifário para a economia ganhar maior eficiência. O palestrante reconheceu que existem várias empresas com presença de qualidade e valor agregado crescente no exterior e que estas organizações podem ser inspiração para uma nova fase no comércio exterior brasileiro. De acordo com ele, a empresa, para se internacionalizar, necessita exportar mais e complementar a sua produção com unidades produtivas fora do Brasil. "Caxias do Sul sabe o que é internacionalização", elogiou.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC