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Setor vinícola desperta para o marketing de experiência
Publicado em 01/06/2015
Que os aromas ativam sensações, disso não há dúvidas. Existem inúmeras pesquisas científicas comprovando que despertar reações emocionais e sensoriais causam envolvimento e paixão, ocasionando um relacionamento mais estreito. Com o chamado marketing da experiência, em que se oferece uma sensação indescritível e inesquecível, é possível usar essas reações, muitas vezes inconscientes do ser humano, para convencer clientes a consumir produtos e a pagar mais por eles. Este foi o tema da palestra do mestre em Gestão de Negócios do Vinho Júlio César Kunz na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), nesta segunda-feira (1º). "O valor não está no produto, está na experiência que a gente gera", afirmou Kunz, ao enfatizar importância da perspectiva do olhar do cliente sobre o produto.
Segundo o especialista, que possui graduação em Engenharia de Alimentos, "o futuro do branding envolverá a proposição de vendas holística, em que as marcas não estão apenas ancoradas na tradição, mas adotam características de experiência sensorial". Nesse sentido, os aromas e a música são os estímulos que mais conseguem despertar sensações e, portanto, devem ser considerados na hora de se fazer negócios. Para Kunz, sabores e aromas devem vir acompanhados de uma boa história, conciliando os dados objetivos do produto, como safra, nome do produtor, graduação alcoólica, tipo e classificação de vinho, entre outros, com sentimentos e emoções.
A reunião-almoço com a presença de Júlio César Kunz foi uma iniciativa da Diretoria de Política Turística e Enogastronomia da CIC para inserir a entidade na programação estadual do Dia do Vinho, que teve início em 22 de maio e prossegue até 7 de junho.
Após a palestra, a reunião-almoço também contou com a participação do diretor Institucional da CIC, José Antônio Fernandes Martins, que fez um relato de suas recentes audiências em Brasília com diversas lideranças políticas. Martins conversou com o deputado federal Leonardo Picciani (PMDB-RJ), relator da MP 669, que trata das desonerações; com o vice-presidente Michel Temer, sobre mudanças nos financiamentos do BNDES; e com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, sobre as dívidas do governo com empresas.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC