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Maiores desafios do Brasil são competitividade e governança, diz Gerdau

Gerais

Publicado em 15/12/2014

O empresário gaúcho palestrou na CIC no encerramento do calendário de reuniões-almoço em 2014 - Foto: Julio Soares/Objetiva
O empresário gaúcho palestrou na CIC no encerramento do calendário de reuniões-almoço em 2014 - Foto: Julio Soares/Objetiva

Competitividade e governança: estes são os dois maiores desafios que o Brasil precisa vencer para encontrar o rumo do crescimento. A opinião é do presidente do Conselho de Administração da Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira (15). O evento, que reuniu aproximadamente 350 pessoas, lotando o restaurante da entidade, encerrou o calendário de reuniões-almoço no ano de 2014 e comemorou os 15 anos da Parceiros Voluntários de Caxias do Sul.

"Nos últimos 26 anos, por 18 vezes a economia brasileira cresceu menos do que a média mundial", observou Gerdau. Entre as causas, citou o custo do capital, já que o País possui a maior taxa de juros real do mundo, os impostos escondidos e o peso da tributação sobre os setores produtivos, além de uma lacuna de R$ 660 bilhões na infraestrutura e logística. "Temos o aço mais caro do mundo, com 54% de impostos, enquanto em outros países é de 30%", exemplificou Gerdau. Segundo ele, o círculo virtuoso - poupança, investimento, crescimento econômico e geração de emprego -, que define o crescimento dos países, não está sendo respeitado no Brasil.

O empresário, que preside a Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do governo federal, acredita que a retomada do crescimento se dará via concessões e por meio do aumento da produtividade da atividade pública. O Brasil, acrescentou, vive um quadro de escassez de recursos e má gestão, o que torna urgente a necessidade de definição de suas macrometas. Na visão do empresário, elas incluem dobrar o PIB per capita de R$24 mil para R$ 48 mil até 2030, ampliar o PIB de R$ 4,9 trilhões para R$ 10,8 trilhões no mesmo período, garantindo crescimento sustentado de 4,5% ao ano, além de aumentar a competitividade da indústria manufatureira.

Já entre os objetivos mais prementes para o desenvolvimento brasileiro, Gerdau citou a redução do custo de logística de 15% para 6%, investimentos de R$ 600 bilhões em estradas, ferrovias, hidrovias e portos, nenhum aumento de impostos, o fim do analfabetismo funcional, hoje na faixa de 40%, e aumento de 30% de produtividade em educação, saúde, segurança, logística e mobilidade. "Temos desafios sociais e econômicos enormes", reconheceu.

Parceiros Voluntários - Durante a reunião-almoço, a Parceiros Voluntários de Caxias do Sul homenageou as suas empresas mantenedoras, entregando a cada um de seus representantes uma obra de arte confeccionada por 16 artistas plásticos locais. As telas foram entregues pela presidente da Parceiros Voluntários do Rio Grande do Sul, Maria Elena Pereira Johannpeter, pela presidente da Parceiros Voluntários de Caxias do Sul, Ana Caravantes, e pelo presidente da CIC, Carlos Heinen.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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