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"Não comprem pessimismo exagerado", sugere economista

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Publicado em 10/11/2014

Roberto Padovani palestrou na reunião-almoço da CIC - Foto: Julio Soares/Objetiva
Roberto Padovani palestrou na reunião-almoço da CIC - Foto: Julio Soares/Objetiva

"Preparem-se para um ano difícil, mas não comprem pessimismo exagerado." Assim o economista-chefe do Banco Votorantim, Roberto Padovani, sugeriu que os empresários encarem 2015. Padovani palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC) nesta segunda-feira, em evento alusivo aos 60 anos do Grupo Soprano, sobre o panorama econômico pós-eleições. Entre as principais hipóteses para cenários estão a de que o governo vai enfrentar ambiente de maiores restrições, a gestão macro melhora, mas não haverá choque de confiança e que não haverá agenda para as reformas tributária e previdenciária. Como resultado, confiança em baixa, desemprego em alta, crédito restrito, consumo em desaceleração e investimentos em ritmo fraco.

Para o economista, a presidente Dilma Rousseff ganhou uma eleição bastante apertada, o que torna o governo refém de uma oposição forte que pressiona por ajustes. E eles virão, acrescentou. "Eleição disputada é incentivo para mudanças", afirmou. O debate agora é, segundo ele, quão rápido serão implementadas essas mudanças. Na opinião de Padovani, com lentidão. "O Brasil caminha lentamente, mas caminha na direção certa, ao contrário da Argentina, que caminha rapidamente e na direção errada", comparou o economista. Entre as possíveis alternativas estão corte nos gastos, aumento dos juros e impostos e mudanças no câmbio.

Para enfrentar o próximo ano sem se deixar impactar demais pelos desequilíbrios na economia, Padovani recomenda aos empresários que façam caixa, fiquem líquidos, sejam prudentes, mas, principalmente, que não se deixem abater pelo pessimismo. "Preparem-se para a crise, mas de olho em uma economia que no médio prazo estará mais saudável", aconselhou. Na projeção apresentada por Padovani, o crescimento do PIB em 2015 será de 1,2%.

Durante a reunião-almoço, o presidente da CIC, Carlos Heinen, fez a entrega de uma placa ao diretor executivo da Soprano, Gustavo Miotti, como forma de homenagear os 60 anos da empresa.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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