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Números da segurança pública de Caxias do Sul são apresentados na CIC
Publicado em 26/06/2014
Se atualmente Caxias do Sul não está entre as 10 cidades com o maior número de homicídios e tampouco no ranking das 10 cidades com maior ocorrência de roubos, é porque a Brigada Militar está realizando um bom trabalho, apesar do efetivo insuficiente para atender uma população de aproximadamente 500 mil habitantes. A análise foi feita pelo comandante e pelo subcomandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, respectivamente major Lúcio Henrique Alencastro e capitão Giovani Gomes, durante o Café com Informação realizado nesta quinta-feira (26), pelo Conselho da Empresária da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). Por cerca de duas horas, os oficiais da BM falaram sobre a estrutura, recursos, ações operacionais e projetos da segurança pública, para uma plateia de quase 80 pessoas.
Entre os números apresentados pelo major Alencastro estão os que dizem respeito à defasagem no número de policiais no 12º BPM. De 695 soldados, que é o total previsto para Caxias do Sul, 474 são realmente efetivos, mas apenas 363 estão disponíveis. "É uma luta constante pelo aumento do efetivo, que não acompanhou o crescimento populacional", frisou o comandante. Segundo ele, a expectativa é de que a abertura de concurso público por parte do estado traga 60 novos policiais militares para Caxias do Sul a partir de 2015. Ele também defendeu a criação de mais um batalhão da BM na cidade, com ampliação do efetivo, para melhor atender à população.
Já o subcomandante apresentou estatísticas sobre as ocorrências policiais, com números comparativos entre janeiro e maio de 2013 e mesmo período deste ano. Cresceram as taxas de prisões (1.298 em 2013 e 1.373 em 2014) e armas apreendidas (109 em 2013 e 122 em 2014), mas também houve aumento no número de foragidos (127 em 2013 e 294 em 2014, um aumento de mais de 130%) e de homicídios (39 em 2013 e 44 em 2014). Segundo o capitão Giovani Gomes, a maioria dos homicídios envolve pessoas ligadas ao tráfico de drogas, acerto de contas ou rixas entre quadrilhas.
Diante dos números mostrados e do constante "prende e solta", que faz com que até reincidentes em determinados delitos sejam soltos horas depois de presos, os oficiais argumentaram em favor de mudanças na legislação penal. "O sistema é permissivo, e a impunidade incentiva que a pessoa continue no crime", afirmou o major Alencastro.
O próximo Café com Informação está agendado para o dia 31 de julho, com a palestra da doutora em Ciência Política Ramone Mincato, que falará sobre os protestos e o pós-Copa do Mundo.
Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC