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Cada empresa terá que encontrar seu jeito para mediar o conflito de gerações, afirma psiquiatra

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Publicado em 09/06/2014

Eduardo Sassi palestrou na reunião-almoço desta segunda-feira (9) - Foto: Julio Soares/Objetiva
Eduardo Sassi palestrou na reunião-almoço desta segunda-feira (9) - Foto: Julio Soares/Objetiva

A realidade do mercado de trabalho a partir da convivência entre três gerações com perfis diferentes foi o tema da palestra do médico psiquiatra Eduardo Sassi na reunião-almoço desta segunda-feira (9), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC). Para o especialista, o grande desafio das empresas será criar ambientes de trabalho capazes de englobar e aproveitar os potenciais das gerações X, Y e Z. "Não há fórmula pronta, cada empresa terá que encontrar o seu jeito de mediar estes conflitos e transformar o ambiente de trabalho, para que seus funcionários se sintam mais acolhidos e participativos", ponderou o médico. Mas aconselhou: "As empresas devem ouvir mais os seus funcionários."

Depois de traçar o perfil dos baby boomers, surgidos após a Segunda Guerra, que pregavam uma cultura de paz e que, por consequência, mudaram o modo de se relacionar em sociedade e a forma como queriam ser tratados no emprego, Eduardo Sassi descreveu as gerações X, Y e Z. Os profissionais da Geração X, nascidos em meados da década de 60, têm como características a busca pela realização profissional, o apego a títulos e a cargos, a fidelização ao seu emprego e sabe esperar, para subir progressivamente na carreira. Como foram acrescentando os computadores ao longo da vida, têm certa dificuldade e resistência em incorporar estas novas tecnologias. Em seguida, surge a Geração Y, composta por pessoas hoje na faixa entre 25 e 35 anos, que são muito ansiosas, gostam de ser desafiadas, têm muita energia e querem subir rapidamente na profissão.

De acordo com Sassi, se em dois anos não conseguem um cargo de diretor, se consideram fracassados e mudam de empresa.
Para Sassi, o maior desafio a partir de agora talvez seja a forma como as organizações irão receber a Geração Z, formada por crianças que manuseiam seus tablets nos restaurantes sem mesmo saber escrever, que não concebe o mundo que não seja digital e conectado. Os profissionais desta geração poderão apresentar, segundo o médico, dificuldades de interação e de trabalho em equipe, apesar da intensa comunicação, conectividade e facilidade com que realizam diversas atividades simultaneamente. "É uma geração considerada muito individualista, que pensa no seu próprio prazer", afirmou. De acordo com o médico, são pessoas muito menos apegadas, por isso as empresas têm que orientar estas novas gerações quanto às suas responsabilidades no mercado de trabalho.

O psiquiatra comentou que algumas empresas já estão buscando equalizar estes conflitos, proporcionando ambientes físicos mais abertos, para facilitar a comunicação mais direta e interpessoal, maior flexibilidade de horários e menos rigidez nas hierarquias.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CIC

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